Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.11/1069
Título: Caracterização e melhoramento da produção ovina nos concelhos de Castelo Branco e Idanha-a-Nova : 1.º relatório anual
Autor: Coutinho, M.H.M.
Andrade, C.S.C.R.
Palavras-chave: Ovino
Borrego
Data: 1988
Citação: COUTINHO, M.H.M. ; ANDRADE, C.S.C.R. (1988) - Caracterização e melhoramento da produção ovina nos concelhos de Castelo Branco e Idanha-a-Nova : 1.º relatório anual. Castelo Branco : IPCB. ESA : FLAD. 86 p.
Resumo: A crescente procura e valorização do leite de ovelha e da carne de borrego, tem feito com que, em todos os países em que se explora a espécie ovina, técnicos e criadores procurem os processos mais rendosos de obter cada vez mais leite e mais borregos. Com este fim, têm-se cruzado e seleccionado raças locais e estrangeiras, de modo a conseguirem-se animais que produzam mais leite, por aumento quer dos níveis de produção quer da sua persistência, e dois ou mais borregos por parto, com pesos mais elevados e melhor conformação de carcaça. Quer-se frisar, no entanto, que a produção de borregos pesados ou de “canastra’ está dependente das exigências de mercado. Paralelamente, têm sido melhoras formas e métodos de alojamento e estudadas e satisfeitas as exigências alimentares relacionadas com a gestação, a produção de leite e o crescimento dos borregos de forma a proporcionar aos animais um meio ambiente adequado que permita ou favoreça as produções desejadas. Embora a utilização de animais dotados daquelas quantidades, quando exploradas nas condições adequadas, propor¬cione um enorme aumento da rentabilidade da exploração ovina, podem ainda adoptar-se novos métodos de criação dos borregos que, só por si, constituem já um factor importantíssimo em novos acréscimos de rendimento. Está neste caso o aleitamento artificial em que, tal como se pratica com os vitelos de raças leiteiras, os animais são retirados às mães após o nascimento e alimentados com produtos de substituição do leite materno. Este método de aleitamento artificial, visa, fundamentalmente: - Aumentar a produção de leite disponível para venda ou fabrico de queijos; - Aumentar a produção de carne, na medida em que se obtêm mais elevados ganhos médios diários de peso e se evita o abate precoce (Direcção-Geral dos Serviços Pecuários) ; - Baixar o custo de produção do borrego, uma vez que, para igual eficiência alimentar, os substitutos do leite custam menos de um terço ou a quarta parte do leite de ovelha; - Diminuir o desgaste fisiológico das ovelhas, prolon¬gando assim a duração da sua vida útil; - Favorecer o aparecimento precoce do cio depois dos partos e o consequente aumento da fertilidade mais borregos por ovelha/ano (Direcção-Geral dos Serviços Pecuários) - Aproveitar e recuperar todos os borregos que, por falta de leite das mães ou outras causas fortuitas, teriam de ser eliminados. Como todos os métodos de exploração intensiva, também este existe certa preparação técnica e cuidados higio-sanitários, muitas vezes, ainda desprezados nos sistemas extensivos tradicionais. Daí, as falhas e acidentes que podem ocorrer quando se muda do sistema de criação tradicional para este novo processo sem se terem tomado as precauções que este novo processo exige. Por isso, tal como acontece com aves, suínos e vitelos explorados intensivamente, o processo será mais eficaz quando os borregos provenham de rebanhos seguramente livres de doenças in¬fecciosas e parasitárias e em que se tenham seguido as normas profiláticas indicadas para a prevenção das doenças mais comuns que afectam os animais é o caso, por exemplo, das vacinações con¬tra as pasteureloses (septicémia) e enterotoxémias, praticadas nas ovelhas no último mês de gestação, única forma de conseguir imunidade aos jovens borregos. Muito embora o aleitamento artificial, nesta espécie, seja um processo ainda muito pouco usado entre nós e, por isso, pouco conhecido da maioria dos ovinicultores portugueses, pensa-se que virá a ser, tal como o «desmame precoce» um dos métodos de maior interesse na exploração ovina, muito especialmente na ovinicultura leiteira.
URI: http://hdl.handle.net/10400.11/1069
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