Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.11/1284
Título: A gestão de sentimentos no processo interacção enfermeiro-doente em fim de vida
Autor: Sapeta, Paula
Lopes, Manuel
Palavras-chave: Gestão de sentimentos
Interação enfermeiro-doente
Cuidar em fim de vida
Cuidar na agonia
Cuidados paliativos
Hospital de agudos
Data: Mai-2012
Citação: SAPETA, Paula; LOPES, Manuel (2012) – A gestão de sentimentos no processo de interacção enfermeiro-doente em fim de vida. In Congresso Nacional de Cuidados Paliativos da Sociedade Espanhola de Cuidados Paliativos, 9, Badajoz, 9-11 Maio. Badajoz: Sociedade Espanhola de Cuidados Paliativos.
Resumo: Introdução: Apresentamos resultados dum estudo realizado sobre o processo de interação enfermeiro-doente em fim de vida, num hospital de agudos, com enfoque na gestão de sentimentos. Objetivo: Caracterizar a gestão de sentimentos na interacção que o enfermeiro estabelece com o doente em fim de vida, num hospital de agudos. Metodologia: Adotou a metodologia da Grounded Theory, com recurso à observação participante (170h) da interação entre 28 enfermeiros e 65 doentes, 10 entrevistas narrativas; com o uso das técnicas de análise comparativa constante, codificação aberta, axial e selectiva. Resultados: A gestão de sentimentos acontece em cada momento e depende da construção da confiança mútua. Para tal, o enfermeiro usa perícias de comunicação, explora/fomenta a expressão de sentimentos, expectativas e vivências do doente, cria clima de abertura, compromete-se, mostra humildade, sensibilidade e disponibilidade, partilha aspectos da sua vida pessoal, não íntimos; demonstra reciprocidade e cumplicidade, cria afectos, garante continuidade dos cuidados e da presença, “o estar lá”, facilita a presença da família. Devolve ao doente o sentimento de pertença e utilidade, ajuda-o a encontrar um sentido para cada dia. A gestão dos sentimentos é condicionada pela cultura «curativa», falta de trabalho em equipa,características e desenvolvimento pessoal de cada um. Observou-se intencionalidade terapêutica, em que o enfermeiro atua e intervém com uma intenção, de aliviar a tensão, a ansiedade, o medo e o sofrimento existencial. Os enfermeiros têm consciência dos seus limites e assumem-nos. Têm dificuldades acrescidas com doentes desinformados e com sofrimento arrastado. Fazem gestão dos sentimentos de impotência ao lidar com sofrimento inútil, adoptam estratégias de superação, uns pela negativa, outros pela positiva. Alguns protegem-se privilegiando apenas tarefas técnicas. A prática reflexiva não tem carácter regular, organizado, nem universal Conclusões: Na interação enfermeiro-doente em fim de vida num hospital de agudos, a gestão de sentimentos acontece numa escalada progressiva, depende da construção da confiança mútua e tem um potencial terapêutico variável. É fortemente condicionada pela: gestão da informação, cultura «curativa», a falta de trabalho em equipa, características do doente e família e sobretudo pelo desenvolvimento pessoal e profissional do enfermeiro. A prática reflexiva revela-se uma boa prática, mas não acontece de modo regular, organizado, nem é universal.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.11/1284
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