Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.11/2430
Título: Os repositórios científicos e a função preservação: realidade ou desafio
Autor: Rodrigues, M.E.P.
Rodrigues, A.M.
Palavras-chave: Repositório científico
Publicação científica
Preservação de documentos
Data: 2014
Citação: Rodrigues, M.E.P; Rodrigues, A.M. 2014. Os repositórios científicos e a função preservação: realidade ou desafio. Encontro Arquivos Científicos, FCSH-UNL, Lisboa, 3-4-julho.
Resumo: São muitos e de natureza variada os desafios que se colocam, na atualidade, às instituições de ensino superior, em termos de organização, gestão e preservação do conhecimento científico. O contexto do presente estudo respeita ao processo de gestão organização e preservação do conhecimento do ponto de vista dos repositórios científicos. Ao longo dos últimos anos assistiu-se, em todo o mundo, à emergência do Movimento do Livre Acesso ao Conhecimento Científico. Este movimento advoga o acesso livre, imediato e gratuito à produção científica gerada nas instituições. O Livre Acesso concretiza-se através da Via Dourada, com publicação dos resultados da investigação em revistas exclusivamente de acesso livre e a Via Verde, com publicação dos resultados de investigação em repositórios científicos. Em Portugal, em 2004 existiam três repositórios. Em 2007 este número aumentou para 35. Atualmente estão registados 43 repositórios portugueses no portal do Repositório de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP). Os repositórios são sistemas de informação que permitem atenuar a dificuldade de acesso à produção científica das instituições e que, ao mesmo tempo, armazenam documentos em suporte digital, disponibilizando-os em texto integral e acesso livre. São sistemas inclusivos porque recebem documentos de muitos tipos, como artigos científicos (peer review), livros e capítulos de livros, documentos de conferência, dados científicos, teses, dissertações, lições. Ao longo dos anos as instituições foram produzindo quantidades substanciais de outputs científicos, concretizados em documentos publicados, documentos não publicados, literatura cinzenta, dados, sendo que, muitos deles dificilmente voltariam a ser visíveis ou consultados não fora o repositório. Por outro lado, as condições em que muitos documentos ficaram “guardados” podem ter contribuído para diminuir o seu potencial de usabilidade. Com o advento dos repositórios foi possível recuperar muitos destes documentos e transferi-los para suporte digital, compatibilizando-os assim com formatos e dispositivos de leitura atuais. Assim, parece perceber-se que os repositórios podem contribuir para a recuperação dos documentos e da sua usabilidade e para a preservação em suporte digital, assegurando que o conhecimento produzido chega às gerações futuras, em condições de ser lido, compreendido e, eventualmente, utilizado. O presente estudo intenta contribuir para a compreensão da importância da função preservação, no contexto dos repositórios portugueses, considerando que estes recebem todo o tipo de documentos, exclusivamente em suporte digital. O âmbito do trabalho alcançou todos os repositórios de instituições de ensino superior constantes do Portal RCAAP até 15 de maio de 2014 (31 repositórios). Analisaram-se nas páginas institucionais: a visibilidade da Política de Depósito de Documentos e se possuíam indicações sobre preservação dos conteúdos (forma, tempo). Para analisar a qualidade do suporte, descarregaram-se de 10 documentos/repositório formando dois grupos de 5 documentos: Grupo 1:Documentos publicados até 1999; grupo 2:Documentos publicados a partir de 2000. Verificou-se que a maioria dos repositórios refere, na página principal, a questão da preservação, todavia sem refletir explicitamente a preservação digital dos conteúdos, antes referindo “preservação da memória digital” ou “memória intelectual” das instituições. Apenas dois repositórios garantem, explicitamente, a preservação digital e o acesso permanente aos seus conteúdos. Em nenhum dos casos é referido um plano de ação em caso de catástrofe. Em quinze repositórios a Política de Depósito de Documentos está publicamente disponível. Quanto aos registos no repositório contêm dados, metadados, documentos e um identificador permanente, handle. A amostra utilizada para analisar o suporte parece indicar que alguns documentos publicados até 1999 resultam de digitalização revelando alguns defeitos na qualidade de visualização que podem estar relacionados com a idade e estado de conservação do original e com o software utilizado. Os documentos mais recentes apresentam melhor qualidade gráfica e visual o que parece indicar terem sido carregados a partir do suporte digital. Todavia pelas suas características e facilidade de operação/utilização, os repositórios parecem ser dotados de um enorme potencial de agregação de documentos, reunindo as condições que permitem concretizar a função preservação, facultando, igualmente, o acesso livre e gratuito aos seus conteúdos. Apesar dos problemas identificados os autores consideram que os repositórios podem cumprir com sucesso a função preservação orientada à produção científica em meio académico, já que permitem arquivar, sistematicamente, todos os documentos produzidos. Contudo esta tarefa é ainda um desfio e pode constituir uma linha de ação futura para os repositórios científicos.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.11/2430
Versão do Editor: https://arquivoscientificos.files.wordpress.com/2014/04/os-repositc3b3rios-cientc3adficos-e-a-func3a7c3a3o-preservac3a7c3a3o-realidade-ou-desafio.pdf
Aparece nas colecções:ESACB - Comunicações em encontros científicos e técnicos

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