Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.11/5694
Título: Sustentabilidade dos recursos florestais em Portugal: o que aprendemos com o pinheiro-bravo
Autor: Ribeiro, M.M.A.
Palavras-chave: Domesticação, recursos genéticos, regiões de proveniência, diversidade genética, sustentabilidade
Data: 2017
Citação: RIBEIRO, M.M.A. (2017) - Sustentabilidade dos recursos florestais em Portugal: o que aprendemos com o pinheiro-bravo. In. 8º Congresso Florestal Nacional. Floresta em Português: Raízes do Futuro.
Resumo: O desenvolvimento sustentável de uma espécie depende da diversidade genética presente nas populações. A conservação dos recursos genéticos, devido à maior resiliência da espécie quando a sua variabilidade genética é maior, promoverá a salvaguarda da existência das espécies e evolução, o aumento da sustentabilidade dos ecossistemas, a manutenção da capacidade produtiva das florestas, a futura utilização de genes (resistência a doenças, entre outras) e a proteção das espécies negligenciadas e das sobre exploradas. As atuais ameaças à diversidade genética incluem a influência antropogénica (alteração do habitat, desflorestação, fragmentação e domesticação), a globalização (agentes patogénicos, insetos, espécies exóticas e movimentação de material genético) e a alteração climática global. Nesta apresentação discutimos os resultados que revelam a diversidade genética do pinheiro bravo e do medronheiro em Portugal e realçamos o impacto humano na estrutura genética do pinheiro bravo. A evitar, noutras espécies, o uso de sementes desconhecidas, respeitar os recursos genéticos existentes e definir, com urgência, regras para florestação baseadas em regiões de proveniência e dentro das zonas geneticamente homogéneas. A estrutura genética do pinheiro bravo em Portugal indicou que a diferenciação entre populações é baixa e que a diversidade existe principalmente dentro das populações. Não se observou nenhum padrão geográfico, o que pode ser explicado pela influência antropogénica associada a um fluxo genético extensivo. Pode ter existido em Portugal um refúgio, a espécie pode ter sobrevivido à última glaciação em zonas abrigadas e de baixa altitude junto ao Oceano Atlântico, evidência fundamentada por pólen e carvão fóssil, mas a influência antropogénica apagou a pegada genética. Os recursos genéticos do pinheiro bravo estão misturados devido à intensiva florestação, sobretudo no século XX, com semente de origem desconhecida. Num estudo recente com marcadores moleculares foi estudada a estrutura genética do medronheiro. Foram identificadas três regiões genéticas homogéneas (Norte, Centro e Sul), mas diferentes entre si. Os resultados suportam a hipótese da existência de dois refúgios independentes em Portugal durante a última glaciação, na região Sul e no Centro. Para se constituírem novos povoamentos a semente deve ser recolhida dentro das regiões homogéneas e não devem ser usadas sementes de origem desconhecida. O uso de clones deverá ser feito, também, dentro dessas regiões. Os indivíduos para serem incluídos na população de melhoramento, deverão ser selecionados nos medronhais com maior diversidade genética. As populações mais diferenciadas e diversas, do ponto de vista genético, deverão ser consideradas para conservação, prevendo o impacto do aquecimento global, o aumento de fogos florestais, a fragmentação do coberto vegetal e o processo de domesticação em curso.
URI: http://hdl.handle.net/10400.11/5694
Aparece nas colecções:ESACB - Comunicações em encontros científicos e técnicos

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