Gil, Henrique Manuel Pires TeixeiraAlves, João Pedro Tomás2026-03-262026-03-262026-01-13http://hdl.handle.net/10400.11/10783Projeto apresentado à Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Educação Especial – Domínio Cognitivo e Motor.A inclusão educativa continua a ser um dos maiores desafios das escolas e das instituições que trabalham com crianças e jovens com necessidades específicas. Este trabalho procura compreender de que forma a tecnologia de apoio, nomeadamente o software GRID 3, pode influenciar a comunicação e a inclusão social de uma jovem não verbal com Paralisia Cerebral (PC), acompanhada na Associação ERID, em Castelo Branco. O estudo nasce da convicção de que comunicar é um direito fundamental e de que, mesmo quando a fala não é possível, existem outras formas de dar voz a quem quer participar. Assim, o objetivo principal passou por perceber até que ponto o GRID 3 poderia ajudar a jovem J a interagir, a expressar preferências e a sentir-se parte do grupo. Seguiu-se uma metodologia qualitativa descritiva, através de um estudo de caso. Foram realizadas observações diretas e entrevistas a técnicos e à mãe da jovem, de modo a recolher diferentes perspetivas sobre o impacto da tecnologia. A análise dos dados procurou identificar temas que traduzissem o progresso comunicativo e social da jovem. Foram desenvolvidas 10 sessões com o uso do GRID 3, embora inicialmente estivessem previstas 25. Mesmo com essa limitação, foi possível observar avanços importantes: maior tempo de atenção, mais tentativas comunicativas e momentos de verdadeira interação com colegas e técnicos. A jovem mostrou satisfação nas atividades, sobretudo quando estas envolviam música e imagens coloridas, ligadas às suas preferências. As dificuldades encontradas relacionam-se com fatores externos à investigação, como a saída de uma técnica da instituição e a impossibilidade de usar o software em casa, o que limitou a continuidade das aprendizagens. Ainda assim, os resultados revelam o potencial da tecnologia como instrumento de inclusão, desde que o seu uso seja planeado e acompanhado por profissionais preparados. Em síntese, este estudo confirma que a tecnologia de apoio pode ser uma ponte real entre a vontade de comunicar e a possibilidade de o fazer. Mais do que um recurso técnico, o GRID 3 mostrou ser um meio para promover a autonomia, a autoestima e a participação social de uma jovem que, até então, tinha poucas oportunidades de se fazer ouvir.Abstract: Educational inclusion continues to be one of the greatest challenges faced by schools and institutions working with children and young people with specific needs. This study seeks to understand how assistive technology, particularly the GRID 3 software, can influence the communication and social inclusion of a nonverbal young girl with Cerebral Palsy (CP), supported by the ERID Association in Castelo Branco. The study stems from the conviction that communication is a fundamental right and that, even when speech is not possible, there are other ways to give voice to those who wish to participate. Thus, the main goal was to understand to what extent GRID 3 could help the young girl J to interact, express preferences, and feel part of the group. A descriptive qualitative methodology was adopted, through a case study. Direct observations and interviews with professionals and the girl’s mother were conducted to collect different perspectives on the impact of the technology. The data analysis sought to identify themes that reflected the communicative and social progress of the young girl. Ten sessions were carried out using GRID 3, although 25 were initially planned. Despite this limitation, important progress was observed: longer attention span, more communicative attempts, and moments of genuine interaction with peers and professionals. The young girl showed enjoyment during the activities, especially those involving music and colorful images linked to her preferences. The difficulties encountered were mainly related to external factors, such as the departure of one of the institution’s professionals and the inability to use the software at home, which limited the continuity of learning. Nevertheless, the results reveal the potential of technology as an instrument of inclusion, provided its use is carefully planned and supported by trained professionals. In summary, this study confirms that assistive technology can serve as a real bridge between the desire to communicate and the ability to do so. More than a technical resource, GRID 3 proved to be a means of fostering autonomy, self esteem, and social participation in a young girl who, until then, had few opportunities to make herself heard.porInclusão socialParalisia cerebralTecnologia de apoioComunicação aumentativa e alternativaGRID 3Educational inclusionCerebral palsyAssistive technologyAugmentative and alternative communicationGRID 3.Impactos das tecnologias de apoio na comunicação numa jovem não verbal: estudo de caso.master thesis204234859