Percorrer por autor "Ceia, Helena Isabel Figueiredo"
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- A compreensão social em crianças autistas : um estudo de casoPublication . Ceia, Helena Isabel Figueiredo; Martins, Ernesto CandeiasO presente estudo é subordinado ao tema da Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) numa tentativa de não só compreender as dificuldades destas crianças em relação às suas habilidades sócio- emocionais mas também ao planeamento de uma intervenção juntos dos mesmos. O problema desta investigação incide no desenvolvimento da Compreensão Social das crianças diagnosticadas com PEA assim como nas dificuldades sentidas pelos profissionais de educação em executar a educação emocional. No que se refere à metodologia utilizada é realizada uma abordagem à investigação qualitativa em educação, incidindo particularmente no estudo de caso qualitativo, uma vez que foi aplicado o programa de intervenção cognitivo-comportamental, do Dr. Manuel Ojea Rúa, a três crianças com PEA, constituintes do grupo experimental. Foram também aplicadas entrevistas, num formato pré e pós-programa à professora de Educação Especial destas crianças num intento de se comprovar a eficácia do programa. Quanto às conclusões do estudo, salienta-se que o programa demonstrou algum sucesso uma vez que, apesar de não serem notórias diferenças na interacção social do grupo de estudo, verificaram-se melhorias ao nível da identificação e nomeação das emoções. Desta forma podemos concluir que o programa obteve êxito e é eficaz.
- Desenvolvimento emocional e compreensão social em crianças autistas (estudo de caso)Publication . Martins, Ernesto Candeias; Ceia, Helena Isabel FigueiredoEste estudo de caso, de metodologia qualitativa, aborda a temática do desenvolvimento emocional e a compreensão social em 3 crianças com espetro autista (PEA) duma escola, na cidade de Castelo Branco, inserindo-se no âmbito do Projeto de Inteligência Emocional aplicado a alunos do ensino básico na região. Os propósitos prendem-se com as dificuldades que existem, por parte daquelas crianças, na identificação de emoções e no desenvolvimento da habilidade de compreensão social relacionando-se a aprendizagem / educação emocional e no incentivo das relações interpessoais. Intentamos averiguar se essas 3 crianças autistas de um Agrupamento de Escolas conseguem desenvolver e melhorar as suas habilidades sociais a partir do Programa de Desenvolvimento de Compreensão Social (PDCS), de Manuel O. Rúa. O objetivo principal, ao aplicar o PDCS, é o de confirmar as suas vantagens e benefícios no desenvolvimento pessoal e social em autistas, já que elas têm muitas dificuldades na identificação de emoções e no desenvolvimento das habilidades de compreensão social, relacionadas com a aprendizagem/educação emocional para se conhecerem melhor e aos outros. Analisaremos as dificuldades existentes nessas crianças autistas, na identificação e regulação de emoções e no desenvolvimento da habilidade de compreensão social. Demonstraremos que há uma evolução relativamente ao número de acertos, nos sujeitos estudados, nas situações de pré e pós teste do PDCS. As emoções ‘alegria’ e ‘tristeza’ atingiram sempre o número máximo de acertos e muitas dificuldades em identificar o medo e a vergonha. O PDCS constituiu um instrumento de melhora das crianças com PEA, quer na identificação de emoções, quer nas relações sociais. Simultaneamente incrementou-se as tarefas de compreensão social, observadas através do incremento do número de acertos, assim como a redução do número de erros cometidos durante a execução das correspondências entre os modelos das figuras esquemáticas emocionais e as representações e situações relacionais apresentadas no processo de avaliação pré e pós-teste. Assim, os 3 alunos autistas passaram a compreender o significado das emoções no processo de comunicação e interação social, justificando-se a afirmação de que a aprendizagem realizada sobre estas áreas de desenvolvimento exerce uma influência decisiva na melhoria da compreensão social dos indivíduos com PEA. Houve uma falta de sucesso nas situações de role-playing que não conseguimos alcançar em algumas vezes, o que implica que o programa implementado deva ser encarado como um fator integrante de outros programas mais globais favorecedores do desenvolvimento da comunicação, interação social e do jogo simbólico. Isto é, deve fazer-se ênfase no valor da inter-relação de diferentes programas na prática educativa aplicados ao desenvolvimento das diversas áreas que incidem na melhoria das crianças autistas, de forma que as mesmas áreas se fundam num currículo funcional e significativo para o processo educacional.
