Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco
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Impact of cognitive distraction on driving performance and safety in older adults: A cluster analysis of age, gender, and functional mobility
Publication . Ayama, Sérgio; Greve, Júlia Maria D'Andréa; Silva, Vanderlei Carneiro da; Canonica, Alexandra Carolina; Lino, Matheus Henrique dos Santos; Guiotto, Alisson de Lima; Davis, Catherine L.; Soares, André Luiz de Seixas; Rodrigues, Francisco; Furtado, Guilherme Eustáquio; Brech, Guilherme Carlos; Castilho Alonso, Angelica
Any activity that diverts a driver's attention during vehicle operation may compromise driving performance and road safety. This study aimed to analyze the effect of conversational distraction on driving performance, examine the association of age and gender with braking time, and identify driver profiles potentially associated with increased traffic vulnerability. A total of 101 drivers participated: 51 older adults (mean age: 69.5 ± 5.9 years) and 50 younger adults (mean age: 33.4 ± 8.8 years). Driving performance was assessed using a simulator, with braking time and driving speed as primary outcomes. Cognitive function was evaluated using the Mini-Mental State Examination (MMSE), and mobility and balance were assessed using the Timed-Up and Go Test (TUGT), both with and without a cognitive task. Older adults exhibited significantly longer braking times compared to younger adults (p = 0.046). However, they also demonstrated lower driving speeds, both with distraction (p = 0.01) and without distraction (p = 0.003). Conversation did not increase braking time but reduced speed in older adults (p = 0.01), suggesting a compensatory driving strategy. Women, regardless of age group, showed significantly longer braking times both with (p < 0.001) and without distraction (p = 0.03). Cluster analysis identified two groups: Cluster 1 (n = 64, 63%) and Cluster 2 (n = 37, 37%). Cluster 2, characterized by a higher proportion of older adults, lower education levels, slower TUGT performance, longer braking times, and reduced driving speeds, accounted for 24.7% of the variance explained by the multivariate clustering solution. Age and female sex were associated with longer braking times.
Although conversation did not increase braking time, it reduced speed among older adults, suggesting a compensatory strategy. Drivers who were older, less educated, and presented reduced functional mobility exhibited a performance profile associated with increased vulnerability in traffic contexts.
História, ficção e identidade: o 25 de Abril na literatura para crianças e jovens.
Publication . Pires, Natividade; Arnaut, Ana Paula; Peixinho, Ana Teresa
Este artigo aborda uma diversidade de livros para crianças e jovens sobre o 25 de Abril de 1974, publicados ao longo de cinco décadas. As dimensões informativa, pedagógica, ideológica e literária articulam-se de diferentes formas, sendo estas obras multifacetadas na transmissão às crianças e jovens do séc. XXI dos valores defendidos pela Revolução do Cravos em Portugal.
Como se constrói um professor-pregador? O itinerário de um professor na primeira metade do século XX
Publication . Henriques, Helder
A construção da identidade socioprofissional de um grupo – como o dos professores – corresponde a um conjunto de processos que se realizam em contexto institucional especializado – como as Escolas de formação de professores – e onde, além desse contexto, os meios econômico, social, político e religioso, entre outros, influenciam a construção identitária do professor (Nóvoa, 1989, 1995, 2000). Se a formação constitui a alavanca mais expressiva, e visível, no processo de construção da identidade socioprofissional do grupo dos professores, também é seguro afirmar que os contextos, social, econômico, político ou religioso constituem influenciadores permanentes que moldam aquilo em que o professor se tornará enquanto profissional detentor de um determinado saber-fazer científico, pedagógico e ético (Henriques, 2008, 2018).
Partindo deste pressuposto, e da relação estreita que existe entre a formação e a dimensão pública da atividade profissional, defendemos que no interior dos grupos profissionais devem ser estudados, por um lado, os trajetos curriculares, mesmo antes da integração dos sujeitos nas instituições formativas especializadas e, por outro lado, os percursos de adaptabilidade, particularmente, sociocultural, político e religioso, assim como as estratégias que os sujeitos foram construindo e utilizando com o objetivo de aplicar, em contexto as aprendizagens que os tornaram profissionais, defender os princípios que enformaram– colocaram na forma – o contexto em que viveram e, ainda, as maneiras encontradas para ir além daquilo que pode ser considerado como uma “normalização pedagógica minimalista”, como aconteceu, por exemplo, no Estado Novo Português.
Este trabalho constitui parte de uma investigação, que tem sido realizada com andamentos diferentes e que agora retomamos, com o objetivo de evidenciar a importância do processo de moralização do professor do ensino primário; na perspectiva da Igreja Católica em associação com o Estado – nas primeiras décadas do regime político do Estado Novo, particularmente nas décadas de 30 e 40 do século XX –, para perceber o modo como influenciavam a ação do docente transformando-o naquilo que, autores diversificados, designam como professor-pregador.
Tecendo memórias, construindo identidades – A Escola de Enfermagem de Castelo Branco – 77º Aniversário da ESALD
Publication . Henriques, Helder
O estudo das instituições escolares, dos seus atores educativos, dos saberes científicos que se produzem e transmitem nas instituições de ensino, da cultura organizacional construída, do modo como se ensina, mas também da forma como se relacionam com o contexto que envolve as organizações educativas, confere-lhes um estatuto de elevado interesse científico no processo de construção de profissões ou da transformação de atividades ocupacionais em atividades profissionais. É o caso da enfermagem em Portugal e do percurso que foi construindo, particularmente, ao longo da segunda metade da centúria de novecentos. O objetivo principal deste trabalho consiste em discutir o papel das Escolas de Enfermagem portuguesas na segunda metade do século XX. Para tal, utiliza-se como “arena” de discussão a Escola de Enfermagem de Castelo Branco no período que se inicia com a sua criação, em 1948, até ao momento da sua integração no Sistema Educativo Nacional (1986) e no ensino superior politécnico (1988)[1]. Ao longo do texto encontramos diversas referências teóricas, cujo objetivo principal passa pela evidente e necessária relação com um conjunto de abordagens que permitem “colocar em crise” a importância das escolas de enfermagem na conquista do estatuto de profissão; por outro lado, encontraremos, igualmente, variadíssimas referências ao percurso histórico da Escola de Enfermagem de Castelo Branco. Por fim, oferecemos à estampa um conjunto de 5 testemunhos orais de antigos professores e/ou alunos da Escola Albicastrense (Henriques, 2012) que constituem elementos fundamentais para a compreensão do processo histórico da instituição, mas também para a interpretação da enfermagem enquanto grupo profissional. A busca do conhecimento com o objetivo de alcançar a compreensão sobre o processo de construção da enfermagem como atividade profissional, reconhecida socialmente e cientificamente, constitui uma oportunidade para, além de se exporem sumariamente diversas teorias no âmbito da Sociologia das Profissões, interpretar o caminho construído e analisar o processo de afirmação da sua respeitabilidade social e profissional. Um olhar sobre uma atividade profissional como a enfermagem – cuja construção é permanente e relacional – representa a análise de um conjunto amplo de escolhas que os diferentes atores educativos, políticos, sindicais ou outros, foram produzindo com o objetivo de construir, com a necessária solidez, uma jurisdição profissional (Abbot, 1988) com estatuto reconhecido socialmente. Este processo aconteceu com o particular contributo das Escolas de Enfermagem que ao longo do século XX foram surgindo um pouco por todo o país. Contudo, há variáveis que devemos ter em conta quando estudamos, principalmente, atividades relacionadas com “os grupos que cuidam”. Em regra, estes grupos estão associados a “uma extensão do trabalho que espera as mulheres na esfera doméstica, e neste sentido o trabalho que podem desenvolver ‘naturalmente’” (Abbot e Meerabeau, 1998, pp. 8) no contexto da esfera pública. Esta perspetiva acrescenta uma variável relevante – o género - no processo de análise e de construção das profissões (Amâncio, 1993). A enfermagem não escapa a este processo onde o ato de cuidar encontra, do ponto de vista histórico, no género feminino o elemento central do processo de construção de um grupo que, ao longo da segunda metade da centúria de novecentos, pretendeu estabilizar-se como atividade profissional e alcançar o reconhecimento social, que entendia merecer. Assim, a dimensão do género introduz maior complexidade à análise destes grupos uma vez que, socialmente, estamos perante uma “visão masculinizada da divisão do trabalho” (Henriques, 2014, pp. 52) tornando-se, na nossa perspetiva, um entrave ao reconhecimento da própria atividade, na medida em que representa a visão de uma sociedade profundamente patriarcal (Witz, 1992). Outro elemento relacionado com o ato de cuidar prende-se com a perceção instalada de que se tratava de um ato essencialmente emocional. Também esta narrativa contribuiu para que a enfermagem se debatesse ao longo do seu processo de afirmação com a necessidade de distinguir aquilo que significava “preocupar-se com” e “cuidar de” (Abbott e Meerabeau, 1998, pp. 10). Esta discussão leva-nos ao “problema” da cientificidade da enfermagem ou da formalização dos conhecimentos em enfermagem e à seguinte questão:
Quando nos referimos ao ato de cuidar estamos a associá-lo a uma réplica de cuidados “genderizados” e moralmente instituídos na esfera pública, como aconteceu no período do Estado Novo, ou estamos a assumir que o ato de cuidar é construído por conhecimentos especializados que se aprendem em instituições “acreditadas” num percurso académico relativamente longo e obedecendo a princípios de racionalidade?
Este é o binómio em que se foi produzindo a identidade e a jurisdição profissional do grupo dos enfermeiros em Portugal. A questão anterior remete-nos para a importância da criação de diversas instituições especializadas que promoviam o ensino da enfermagem, o saber-fazer e a compreensão sobre aquilo que se fazia quer em contexto escolar e/ou académico, mas também em contexto prático onde os estudantes realizavam as suas primeiras incursões no mundo da enfermagem.
Assim, a formação especializada constituiu um instrumento de afirmação da enfermagem e de delimitação do seu campo de ação (Bourdieu 1985). Depois destas primeiras palavras, façamos uma breve viagem suportados pela Sociologia das Profissões que, acreditamos, permitirá uma compreensão mais fundamentada da problemática das profissões e da importância das instituições escolares em todo este processo. A questão anterior remete-nos para a importância da criação de diversas instituições especializadas que promoviam o ensino da enfermagem, o saber-fazer e a compreensão sobre aquilo que se fazia quer em contexto escolar e/ou académico, mas também em contexto prático onde os estudantes realizavam as suas primeiras incursões no mundo da enfermagem. Assim, a formação especializada constituiu um instrumento de afirmação da enfermagem e de delimitação do seu campo de ação (Bourdieu 1985). Depois destas primeiras palavras, façamos uma breve viagem suportados pela Sociologia das Profissões que, acreditamos, permitirá uma compreensão mais fundamentada da problemática das profissões e da importância das instituições escolares em todo este processo.
Estágio na COA Arquitetura e Design de Interiores: relatório de estágio
Publication . Cândido, Ana Carolina Batista; Vasco, Ana Rita Henriques Silvério de Jesus
O presente relatório de estágio foi elaborado no âmbito do Mestrado em Design de Interiores e Mobiliário da Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Como requisito para a conclusão do segundo ano do ciclo de estudos, foi proposto aos estudantes a realização de um estágio curricular, com duração
mínima de quatro meses, acompanhado pela elaboração de um relatório final. O estágio aqui descrito teve uma duração total de oito meses, decorrendo entre 7 de outubro de 2024 e 30 de maio de 2025, e foi desenvolvido na empresa COA Arquitetura & Design de Interiores, sediada no Fundão.
Este relatório descreve de forma detalhada todo o processo de estágio, abordando a caracterização do local e da cidade onde o mesmo se inseriu, as
tarefas desempenhadas, os projetos desenvolvidos e outros aspetos relevantes que contribuem para a compreensão global do trabalho realizado. Os projetos desenvolvidos ao longo do estágio incidiram essencialmente nas áreas do design de interiores e do design de mobiliário, aplicados a diferentes
contextos residenciais e comerciais. O conhecimento teórico e prático adquirido ao longo do percurso académico revelou-se fundamental para a execução das atividades, permitindo aplicar, em contexto profissional, as competências técnicas e criativas consolidadas durante o curso.
Durante este período, foi possível desempenhar diversas funções, incluindo o contacto direto com clientes, o que contribuiu significativamente para o
desenvolvimento pessoal e profissional, potenciando o sentido de responsabilidade, a autonomia e o espírito crítico. Assim, este relatório sintetiza os oito meses de estágio curricular e integra também uma componente de investigação, subordinada ao tema "A importância da modelação e simulação 3D por parte dos clientes", estreitamente relacionada com os projetos desenvolvidos no âmbito desta experiência profissional.
