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Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco

RC IPCB - Repositório Científico

 

Entradas recentes

El pretérito perfeito composto y la persistencia de los eventos
Publication . GÓMEZ GARCÍA, LUIS VICENTE
The pretérito perfeito composto (PPC) in Portuguese has been the subject of debate regarding whether the events it expresses must necessarily extend up to the movement of speech. Through a literature review, two main approaches are identified: those who consider the extension of the event to the moment of enunciation (ME) as part of the PPC’s semantics, and those who argue that its possible persistence is a pragmatic phenomenon. This distinction in key to the characterization of the PPC, its relationship with the pretérito perfeito simples (PPS), and its integration into the Portuguese verbal system. While diachronic studies have provided empirical evidence on the evolution of the PPC, there is a lack of analysis based on native speaker data that determine whether its extension to the ME is obligatory. Gómez Garcia’s (2015) thesis represents an exception, as it provides empirical data that help clarify the behavior of the PPC in relation to the persistence of events at the ME.
Relações interdisciplinares entre música de câmara e ginástica acrobática: papéis do professor na dinâmica de grupo
Publication . Weffort, Sofia Cardoso; Lloyd , David Wyn; Vasconcelos, Nuno Rocha de
O presente relatório de estágio contém, na sua primeira parte, a caracterização da Prática de Ensino Supervisionada realizada na Escola Artística do Conservatório Nacional, no ano letivo de 2023-2024. Segue-se a componente investigativa deste trabalho, onde se estuda a dinâmica de grupo numa perspetiva comparada que confronta a Música de Câmara – enquanto disciplina ao invés de repertório – com a Ginástica Acrobática – enquanto modalidade competitiva. A experiência vivida da autora nas duas áreas permitiu a constatação subjetiva da existência de relações entre as duas práticas, partindo das características formais que ambas partilham: tratam-se de grupos pequenos, com alta interdependência entre membros, em que cada membro tem um papel formal distinto e bem definido; as duas atividades são performativas e implicam um elevado nível de especialização e autonomia, uma vez que os indivíduos que orientam estes grupos têm de os preparar para ser autossuficientes na performance – apenas os músicos e ginastas se apresentam. Este estudo tem como ponto de partida a convicção de que os professores de Música de Câmara e os treinadores de Ginástica Acrobática têm papéis e problemáticas práticas similares, sendo que tanto as semelhanças como as diferenças entre cada praxis têm o potencial de informar a outra disciplina, principalmente a nível pedagógico. A hipótese defendida é de que existem estratégias comuns entre a Ginástica Acrobática e a Música de Câmara que apontam a uma equivalência entre as funções do professor e do treinador, onde estes desempenham as duas funções (ambos são professores e são treinadores). Através de uma abordagem interdisciplinar, apresentam-se e definem-se conceitos ligados às duas práticas – contextualizando-as histórica e socialmente –e à Dinâmica de Grupo. No âmbito desta última, exploram-se teorias sobre os grupos, suas tipologias, entitatividade, estrutura (tanto formal como psicológica, onde se incluem as normas e os papéis), liderança e coesão de grupo. Problematizam-se também os termos ‘professor’ e ‘treinador’ pelo uso do termo ‘coach’ na literatura anglófona para significar tanto quem orienta grupos de Música de Câmara como para os treinadores desportivos – o que não acontece na língua portuguesa, designando-se quem orienta grupos de música de câmara ‘professor’ e quem orienta equipas desportivas ‘treinador’. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas a personalidades de relevo em cada área – 6 professores de Música de Câmara, docentes no ensino superior em Portugal, e 5 treinadores de Ginástica Acrobática com experiência na orientação de grupos competitivos de primeira divisão da modalidade. Concluiu-se que a problemática abordada corresponde à hipótese inicial, de haver pertinência na abordagem de âmbito transdisciplinar, enriquecedora para a Música de Câmara. Conservo o desejo de que o mesmo se verifique para a Ginástica Acrobática.
A introdução da criação musical como componente curricular no ensino de piano: reflexão e estratégias de implementação
Publication . Santos, Diogo Filipe Veloso dos; Pereira, Cristina Maria Gonçalves; Corrêa, Maria Luísa Vila-Cova Tender Barahona
A implementação da criação musical como ferramenta pedagógica no ensino do piano é o foco da presente investigação. O principal objetivo é promover uma aprendizagem significativa, autónoma e eficaz. Parte-se da premissa de que a composição e a improvisação podem desempenhar um papel central no desenvolvimento musical dos alunos. A análise das peças desenvolvidas pelos alunos avalia as suas competências criativas ao nível rítmico, melódico, harmónico e outros elementos como dinâmicas, articulação e andamento. O enquadramento teórico baseia-se nas teorias de: Carl Rogers, na zona de desenvolvimento proximal de Lev Vygotsky; no modelo de Keith Swanwick sobre o desenvolvimento musical; bem como nos contributos de John Paynter e Lucy Green para a valorização da criatividade no ensino formal. A posterior análise de dois projetos práticos que exploram a criação musical como estratégia educativa servem como exemplo para o presente projeto. A investigação propõe integrar a composição no currículo de piano e analisa de que forma esta prática pode influenciar a aquisição de competências. Participaram dois grupos de alunos: um grupo experimental, que desenvolveu quatro composições ao longo do ano letivo, e um grupo de controlo, que foi monitorizado com dois momentos de avaliação mas que seguiu um percurso tradicional ao longo do ano. Os dados foram recolhidos através de observação direta, entrevistas e análise musical das peças. Os resultados revelam uma melhoria gradual das competências criativas, e indiretamente, a evolução de competências de leitura, da compreensão de parâmetros musicais anteriormente mencionados e até da execução técnica. A atividade teve também implicações positivas na articulação entre a prática instrumental e os conteúdos teóricos de formação musical. A proposta resultante apresenta duas vias possíveis de implementação: uma abordagem autodirigida, na qual o professor integra livremente a criação musical nas suas aulas; e uma abordagem formal, articulada com a instituição, com possível colaboração entre docentes de diferentes disciplinas. Sugere-se que a criação musical no ensino de piano é uma prática pedagógica eficaz, capaz de fomentar a identidade musical dos alunos e de responder às exigências da educação artística contemporânea, através de uma aprendizagem mais participativa, reflexiva e criativa.
O impacte da respiração abdomino-diafragmática do violetista na execução da técnica instrumental de arco
Publication . Riscado, Rafaela Candeias; Pereira, António José Carvalho; Castilho, Maria Luísa Faria de Sousa Cerqueira Correia
Respirar é um ato essencial à vida que acompanha e influencia todas as atividades diárias do ser humano, incidindo, por isso, ao nível da prática instrumental. Particularmente, a respiração abdomino-diafragmática, por gerar o mínimo de tensões e favorecer um melhor controlo respiratório, é a tipologia mais recomendada em relação às demais. Sabe-se que a respiração tem impacte na produção de efeitos sonoros, no volume sonoro, nas mudanças de orientação do arco, na consistência e qualidade do som e na abordagem inicial do arco na corda. Contudo, o tempo limitado para a realização do presente projeto, obrigou à realização de uma avaliação prática do impacte da respiração abdomino-diafragmática apenas nos últimos três parâmetros da técnica anteriormente mencionados – aspetos identificados como fragilidades técnicas recorrentes nos alunos participantes. O presente projeto de investigação, cuja intervenção foi concretizada no Conservatório Regional de Castelo Branco, propõe apurar qual o impacte da respiração abdomino-diafragmática na técnica instrumental de arco do violetista. Este estudo incidiu na seleção e implementação de métodos instrumentais e vocais que fornecessem exercícios práticos sobre esta tipologia de respiração e que se alinhassem com a especificidade técnica instrumental da violeta. Nesse sentido, os exercícios selecionados foram realizados por quatro alunos da classe de violeta do Conservatório, com idades compreendidas entre os treze e os quinze anos de ambos os géneros e recolhidas as suas perceções relativas à execução instrumental em momento pré e pós intervenção. A metodologia adotada assentou igualmente na observação direta com posterior reflexão, bem como na recolha do parecer do professor cooperante ao longo do decorrer da intervenção através de duas entrevistas. Embora os resultados apurados por observação direta, questionários e entrevistas variem, é possível apurar que a intervenção teve um saldo globalmente positivo, revelando que alguns alunos conseguiram aplicar a respiração abdomino-diafragmática durante a execução do instrumento, obtendo melhorias técnicas, por exemplo, na realização de mudanças de arco impercetíveis, no controlo do tremor do arco e na consistência sonora. No entanto, os resultados não foram homogéneos entre alunos, revelando que estratégias flexíveis e adaptadas às características individuais são fundamentais para potenciar os benefícios da respiração na técnica instrumental. Consta também neste trabalho o Relatório de Estágio Profissional, referente à Prática de Ensino Supervisionada, centrado no desenvolvimento das competências docentes da professora estagiária e de aprendizagens dos alunos envolvidos.
Notas pedagógicas: implementação de novas práticas para um novo modelo de ensino - o projeto Constap no IPCB
Publication . Ferreira, Ana Vaz
O Processo de Bolonha foi implementado em Portugal em 2006, mas hoje, cinco anos após e considerando que a sua implementação deveria estar concluída em 2011, ainda existe um longo caminho a percorrer. É um facto que as verdadeiras mudanças, ao nível das metodologias e práticas pedagógicas, resistem a acontecer, comprometendoos princípios subjacentes a um ensino centrado no estudante e na adoção de práticas ativas de ensino/aprendizagem. Em 2010, foi delineado o Projeto ConstAp no IPCB, com o objetivo principal de motivar as mudanças, nomeadamente ao nível das metodologias adotadas em sala de aula e da implementação sistemática do trabalho autónomo no sentido de garantir uma carga de trabalho do estudante consistente e contínua ao longo do semestre. Este artigo analisa a implementação do Processo de Bolonha e a sua relação com o Projeto ConstAp, contextualizando os seus objetivos, implementação e condicionantes.