Percorrer por autor "Weffort, Sofia Cardoso"
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- Relações interdisciplinares entre música de câmara e ginástica acrobática: papéis do professor na dinâmica de grupoPublication . Weffort, Sofia Cardoso; Lloyd , David Wyn; Vasconcelos, Nuno Rocha deO presente relatório de estágio contém, na sua primeira parte, a caracterização da Prática de Ensino Supervisionada realizada na Escola Artística do Conservatório Nacional, no ano letivo de 2023-2024. Segue-se a componente investigativa deste trabalho, onde se estuda a dinâmica de grupo numa perspetiva comparada que confronta a Música de Câmara – enquanto disciplina ao invés de repertório – com a Ginástica Acrobática – enquanto modalidade competitiva. A experiência vivida da autora nas duas áreas permitiu a constatação subjetiva da existência de relações entre as duas práticas, partindo das características formais que ambas partilham: tratam-se de grupos pequenos, com alta interdependência entre membros, em que cada membro tem um papel formal distinto e bem definido; as duas atividades são performativas e implicam um elevado nível de especialização e autonomia, uma vez que os indivíduos que orientam estes grupos têm de os preparar para ser autossuficientes na performance – apenas os músicos e ginastas se apresentam. Este estudo tem como ponto de partida a convicção de que os professores de Música de Câmara e os treinadores de Ginástica Acrobática têm papéis e problemáticas práticas similares, sendo que tanto as semelhanças como as diferenças entre cada praxis têm o potencial de informar a outra disciplina, principalmente a nível pedagógico. A hipótese defendida é de que existem estratégias comuns entre a Ginástica Acrobática e a Música de Câmara que apontam a uma equivalência entre as funções do professor e do treinador, onde estes desempenham as duas funções (ambos são professores e são treinadores). Através de uma abordagem interdisciplinar, apresentam-se e definem-se conceitos ligados às duas práticas – contextualizando-as histórica e socialmente –e à Dinâmica de Grupo. No âmbito desta última, exploram-se teorias sobre os grupos, suas tipologias, entitatividade, estrutura (tanto formal como psicológica, onde se incluem as normas e os papéis), liderança e coesão de grupo. Problematizam-se também os termos ‘professor’ e ‘treinador’ pelo uso do termo ‘coach’ na literatura anglófona para significar tanto quem orienta grupos de Música de Câmara como para os treinadores desportivos – o que não acontece na língua portuguesa, designando-se quem orienta grupos de música de câmara ‘professor’ e quem orienta equipas desportivas ‘treinador’. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas a personalidades de relevo em cada área – 6 professores de Música de Câmara, docentes no ensino superior em Portugal, e 5 treinadores de Ginástica Acrobática com experiência na orientação de grupos competitivos de primeira divisão da modalidade. Concluiu-se que a problemática abordada corresponde à hipótese inicial, de haver pertinência na abordagem de âmbito transdisciplinar, enriquecedora para a Música de Câmara. Conservo o desejo de que o mesmo se verifique para a Ginástica Acrobática.
