Percorrer por autor "Dias, Carlos Jorge Loureiro de Almeida"
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- Avaliação do efeito de escala no cálculo da perigosidade de incêndio florestalPublication . Dias, Carlos Jorge Loureiro de Almeida; Fernandez, Paulo Alexandre Justo; Monteiro, José António Abrantes MassanoNas últimas décadas, o abandono dos campos conduziu a um forte acréscimo do risco de ocorrência de incêndio que, conjugado com outros fatores, aumentou a probabilidade de se verificarem incêndios de grandes proporções. Esta inevitabilidade levou a que todos os anos se gastem “rios de dinheiro” no combate aos incêndios florestais, acumulando-se prejuízos elevados resultantes da destruição de vastas áreas florestais e de edificado, justificando a necessidade de se avaliar a dificuldade de extinção de incêndio florestal, o mesmo será dizer, avaliar a perigosidade de ocorrência de incêndio florestal. Neste trabalho investigativo abordaram-se alguns problemas colocados pelos incêndios florestais. Verificou-se que se pode aplicar aos incêndios florestais o conceito oriundo da sabedoria popular, em que a expressão, antiga, mas sempre atual, “mais vale prevenir do que remediar” se poderá converter em “os fogos combatem-se no Inverno”, através da execução de medidas preventivas de gestão activa da floresta e controlo dos combustíveis. O fogo resulta de uma reação química (combustão) entre um combustível e um comburente, normalmente o oxigénio, que se inicia se existir energia suficiente para desencadear essa reação. Assim, o “avaliar da perigosidade” está diretamente relacionado com o tipo de ocupação do solo. Pelo exposto, conclui-se que, o detalhe vertido no modelo de ocupação do solo escolhido será determinante. Ao avaliar a perigosidade de incêndio florestal, responde-se ao onde, como e quando devemos reduzir o combustível, numa perspectiva de identificar ações e medidas preventivas. Por outro lado, em caso de incêndio florestal, o avaliar da perigosidade dos mesmos permite aos bombeiros responder ao “onde”, ‘como” e “com que meios” devem combater o incêndio, tentando dar respostas operacionais rápidas e eficazes. Conclui-se portanto que deverá existir um trabalho sistematizado e articulado entre todas as entidades com responsabilidades para e com a floresta - prevenção do fogo para não o combater. A área em estudo localiza-se no concelho de Tondela, distrito de Viseu, e surge na sequência do trabalho desenvolvido na elaboração do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios. Para a obtenção da perigosidade de incêndio florestal, utilizou-se a metodologia implementada pela Autoridade Florestal Nacional, que se encontra vertida no Guia Técnico para a elaboração de PMDFCI, para cada um dos modelos de ocupação de solo estudados. Neste contexto, obtiveram-se mapas de perigosidade de diferentes escalas com alterações de distribuição espacial das classes de perigosidade. Após a obtenção destes mapas de perigosidade fomos investigar os níveis de perigosidade patentes em cada um deles pelo método de comparação (escalas diferentes para o mesmo tipo de ocupação de solo e escalas iguais para diferentes tipos de ocupação de solo). Todas as diferenças encontradas durante o estudo foram objecto de estudo e de análise interpretativa, tentando dar resposta ao nosso foco de investigação: “Avaliação do efeito de escala no cálculo da perigosidade de incêndio florestal”.
