Browsing by Author "Gama, Ana Carolina Brito"
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- A perceção e importância das práticas de gestão de recursos humanos na retenção de talentos : um estudo empíricoPublication . Gama, Ana Carolina Brito; Pinto, Ana Maria Gonçalves Lourenço Roque Santos; Nunes, Sara Monteiro Morgado DiasNum contexto organizacional marcado pela escassez de talento, crescente mobilidade profissional e alterações demográficas, a retenção de colaboradores qualificados é um desafio estratégico para a Gestão de Recursos Humanos (GRH). Esta investigação teve como objetivo analisar a perceção dos colaboradores sobre as práticas de GRH implementadas nas suas organizações e avaliar a importância atribuída a essas práticas no contexto da retenção de talentos. Foram estabelecidos os seguintes objetivos específicos: i) identificar as principais práticas de GRH que influenciam a retenção de talentos; ii) analisar a perceção dos colaboradores sobre a eficácia das práticas de GRH implementadas na sua organização; iii) avaliar a relação entre as perceções das práticas de GRH e a intenção de permanência dos colaboradores na organização; iv) determinar a importância atribuída pelos colaboradores às diferentes práticas de GRH em relação à sua retenção; v) analisar a variação na importância das práticas de GRH entre as diferentes gerações. Os dados foram recolhidos através de um questionário disponibilizado online, tendo-se obtido 248 respostas válidas. Os critérios de inclusão consideraram participantes com vínculo laboral ativo, independentemente do setor de atividade ou tipo de contrato. A amostragem foi não probabilística por conveniência, sendo a divulgação do questionário realizada através das redes sociais e contactos institucionais. A distribuição geracional dos respondentes foi a seguinte: Geração Z (8%), Geração Millennials (54%), Geração X (25%) e Baby Boomers (13%). Os resultados revelam discrepâncias estatisticamente significativas (p < 0,001) entre a perceção dos colaboradores e a importância atribuída às práticas de GRH implementadas na organização. Concluiu-se ainda que as gerações Millennials e X, apresentam menor compromisso organizacional, refletindo uma maior predisposição para a mudança. Entre os principais motivos que poderiam motivar uma mudança de emprego, todas as gerações atribuíram maior importância à remuneração e ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Apesar dos contributos relevantes deste estudo, reconhece-se que a representatividade desigual de algumas gerações na amostra, bem como a inserção ainda recente da geração Z no mercado de trabalho, poderão ter influenciado parcialmente a análise comparativa entre grupos etários. Para futuras investigações, sugere-se a utilização de metodologias qualitativas complementares, bem como a inclusão de variáveis relacionadas com a mobilidade internacional, de modo a aprofundar a compreensão dos fatores que influenciam a retenção de talento entre diferentes perfis geracionais.
