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- Ansiedade e realização escolar em alunos do ensino secundário: um estudo exploratórioPublication . Rodrigues, Melani Ereira; Pais, António Pereira; Agostinho, Clotilde Alves NunesEste Trabalho de Projeto investiga a relação entre a ansiedade e o desempenho académico em alunos do 11.º ano de escolaridade de algumas escolas da região centro do país. Em particular, analisa os fatores que contribuem para a ansiedade nos estudantes e de que forma esta afeta o seu quotidiano, com base nas suas autoperceções. Este período do percurso escolar dos alunos é especialmente desafiante, dada a maior consciência das consequências percebidas do seu rendimento escolar na entrada no mundo do trabalho ou no ensino superior, tendo o estudo como principal objetivo identificar de que forma a ansiedade influencia o rendimento escolar, explorando as suas causas, manifestações e impactos, com o propósito de fundamentar estratégias de intervenção que minimizem os efeitos negativos da ansiedade no contexto educativo. Entre os objetivos específicos, identificar os principais fatores escolares que contribuem para a ansiedade nos alunos; investigar de que forma os alunos lidam com a ansiedade e que tipo de apoio procuram. A investigação utilizou uma metodologia mista, integrando abordagens quantitativas e qualitativas. A recolha de dados foi realizada através de inquéritos por questionário, a uma amostra de 70 alunos a frequentar o 11.º ano de escolaridade. Os dados obtidos sugerem que a ansiedade está fortemente associada à pressão para obter boas classificações, ao receio do insucesso e ao desempenho em disciplinas como Matemática e Físico-Química. As principais fontes de ansiedade identificadas foram os testes, os exames nacionais e as apresentações orais, enquanto fatores como a pressão dos pais e as relações sociais foram menos percecionados como geradores de ansiedade. Apesar disso, a maioria dos alunos gosta da escola, destacando o bom ambiente e a qualidade dos professores. Os dados mostram que a maioria dos alunos não procura apoio para lidar com a ansiedade, o que pode sugerir que estes alunos apresentam um maior controlo pessoal e autonomia na gestão da ansiedade, ou então recorrem a estratégias de enfrentamento desajustadas, como por exemplo procurando ignorar ou evitar as situações ansiógenas. Os resultados obtidos permitem concluir que a ansiedade faz parte integrante da experiência escolar dos alunos, manifestando-se de forma moderada e diversificada. Embora possa influenciar determinados momentos do percurso académico, não se verifica um impacto direto e contínuo no rendimento escolar da amostra em estudo, o que reforça a importância de uma leitura contextualizada e não determinista deste fenómeno.
