ESGIN - Escola Superior de Gestão
URI permanente desta comunidade:
Navegar
Percorrer ESGIN - Escola Superior de Gestão por orientador "Cardoso, Carlos Cabral"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- As diferenças de género na percepção do conflito trabalho-famíliaPublication . Pinto, Ana; Cardoso, Carlos CabralO crescente interesse na compreensão e na gestão da interface trabalho-família provém das já demonstradas consequências do conflito trabalho-família no bem-estar profissional e pessoal e no desempenho dos papéis de trabalho e família. A necessidade das mulheres contribuírem para o orçamento familiar, o seu crescente nível educacional e a sua consequente participação na força de trabalho levaram a que as mulheres, na maioria das sociedades contemporâneas, combinem a vida familiar e o emprego. A combinação dos papéis familiares e de trabalho leva a dificuldades de compatibilização, ou mesmo ao conflito trabalho-família. As investigações realizadas centram-se na forma como os indivíduos e as famílias manipulam as exigências do trabalho e da família na tentativa de criar modelos de relacionamento e de actividades que sejam geríveis. Actualmente, as preocupações dos investigadores vão mais longe e procuram, também, encontrar soluções no local de trabalho que facilitem a conciliação entre o trabalho e a família. O objectivo deste estudo é o de verificar a existência e as diferenças na percepção do conflito trabalho família entre homens e mulheres. Os dados foram obtidos através de entrevistas a 33 trabalhadores de uma empresa de produtos lácteos, integrada num grupo alimentar mundial, e implantada em Portugal desde 1989. Os resultados demonstram que o conflito trabalho-família prevalece sobre o conflito família-trabalho. A interferência da família no trabalho é explicada pelas variáveis do domínio da família (número de filhos) para ambos os sexos e a interferência do trabalho na família pelas variáveis do domínio do trabalho (trabalho por turnos). Existem diferenças de género quanto à percepção do conflito trabalho-família, demonstrando os homens, embora ligeiramente, uma maior interferência do trabalho na família. As implicações deste estudo para gestores e investigadores são discutidas. Finalmente, fazemos algumas sugestões para investigações futuras.
