Percorrer por autor "Brites, Rui"
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- A criação de valor nas empresas portuguesas exportadoras para o mercado extracomunitárioPublication . Teixeira, Nuno; Domingos, Felisbela; Brites, RuiEste trabalho de investigação tem como objetivo identificar os determinantes da criação de valor das maiores empresas portuguesas exportadoras para os mercados extracomunitários. Começou-se por realizar um enquadramento teórico onde foram desenvolvidos vários temas relacionados com a lógica da criação de valor. Para, além disso, foi efetuada uma reflexão sobre os principais indicadores de avaliação da criação de valor referidos na bibliografia, bem como, sobre o conceito de custo do capital. O estudo empírico debruçou-se sobre as 250 maiores empresas portuguesas exportadoras para o mercado extracomunitário, tendo como referência os dados económicos e financeiros do exercício de 2015, obtidos na base de dados SABI (Sistema de Análise de Balanços Ibéricos). Os resultados da investigação evidenciam que são os resultados da atividade que influenciam verdadeiramente a capacidade de criação de valor, e em especial as rubricas da atividade operacional, diretamente associadas ao negócio desenvolvido pelas empresas. Verificou-se igualmente, que o custo do capital investido, era bastante reduzido face à rendibilidade criada, o que sugere que estas empresas ainda apresentam uma grande capacidade para se financiarem com capitais alheios e dessa forma, alavancarem o crescimento do seu negócio e a sustentabilidade financeira ao longo do tempo. Para além disso, parecem existir evidências de que a internacionalização para os mercados extracomunitários tem proporcionado uma maior rentabilização dos negócios, contribuindo para a sustentabilidade das empresas e da economia nacional.
- As estruturas de capitais das empresas exportadoras para o mercado extracomunitárioPublication . Teixeira, Nuno; Rosário, Alexandra; Brites, RuiEste trabalho visa identificar alguns dos fatores que influenciam a estrutura de capi-tal das empresas portuguesas exportadoras para o mercado extracomunitário e verificar se existem diferenças relativamente aos determinantes da estrutura de capital das empresas exportadoras para o mercado comunitário, tendo por base os resultados de outro estudo de 2020. Para o efeito, utilizou-se uma amostra constituída pelas 250 maiores empresas portu-guesas exportadoras para o mercado extracomunitário e os dados económicos e financeiros do ano de 2018. As variáveis independentes utilizadas para identificar os determinantes do passivo total, do passivo de médio e longo prazo e do passivo de curto prazo, foram o efeito de alavanca financeiro, a taxa efetiva de imposto, os outros benefícios fiscais, o custo de financiamento, o risco do negócio, a dimensão, as garantias colaterais, a reputação, os ativos intangíveis, a rendibilidade, o ritmo de crescimento e o setor de atividade. Em termos de resultados obtidos, é possível concluir que as variáveis que mais influenciam a estrutura de capital das empresas portuguesas exportadoras para o mercado extracomunitário eram a taxa efetiva de imposto, os custos financeiros, o risco de negócio, a dimensão, as garantias colaterais, os ativos intangíveis e a rendibilidade. No que diz respeito à comparação entre as empresas exportadoras para o mercado comunitário e extracomunitário, constata-se que nas empresas que atuam na União Europeia, variáveis como o risco do negócio, a dimensão e os ativos intangíveis que não eram relevantes. Por outro lado, estas apresentavam a repu-tação e as características setoriais como variáveis relevantes, enquanto no atual estudo não são significativas. Finalmente, verificou-se que a taxa efetiva de imposto era relevante para ambos os tipos de empresas, embora com relações inversas face ao nível de endividamento. Tais resultados, evidenciam determinantes diferentes das estruturas de capitais, consoante o mercado alvo de atuação das empresas nacionais.
- Impacto dos resultados desportivos na rendibilidade das ações das SAD portuguesas: o caso da Benfica SADPublication . Teixeira, Nuno; Russo, Zélia; Brites, RuiCada vez mais o futebol está a assumir uma predominância maior nos mercados fi-nanceiros mundiais. Além do financiamento dos próprios clubes, a profissionalização e os fluxos monetários de dimensões exorbitantes, tornam este mercado muito apetecível aos investidores. No entanto, como o comportamento dos jogos é totalmente aleatório e de difícil previsão, importa perceber em que medida os resultados têm impacto no valor da cotação. Foi esta ideia que motivou à realização deste trabalho. Utilizou-se a metodologia do Evento e analisou-se o valor da cotação da ação da SAD do Benfica durante 3 épocas des-portivas, considerando para o efeito, o valor da sua cotação no dia útil a seguir à realização dos jogos. Foi testado o impacto das derrotas, dos empates e das vitórias. Posteriormente, analisámos também se os jogos nacionais e os internacionais tinham impactos diferentes. Para tal, foi calculada a rendibilidade supranormal, que consiste na diferença entre a rendi-bilidade esperada e a rendibilidade efetiva. Foram efetuados Testes Paramétricos (T-Test) e Testes não Paramétricos (Teste de Wilcoxon) sobre os dados obtidos, por forma a compro-var que os resultados dos jogos têm impacto sobre o valor das ações e levam a rendibilidades supranormais. As conclusões apontam para que exista uma relação direta entre os resultados dos jogos e o valor da ação no dia útil seguinte. Verifica-se uma rendibilidade supranormal positiva em dias de vitórias (0,00869) e, em contrapartida, uma rendibilidade supranormal negativa nas derrotas (-0,0284). No caso de empate não é significativo.
- Imparidades: materialidade e impacto fiscal nos grandes contribuintes de Cabo Verde : 2011 a 2018Publication . Teixeira, Nuno; Lopes, Maria José; Brites, RuiO presente estudo tem como objetivo conhecer a materialidade das perdas por impari-dades registadas pelas empresas cabo-verdianas e analisar o seu impacto fiscal. Para o efeito, analisaram-se as normas de contabilidade de Cabo Verde que versam sobre o assunto. Para além disso, estudaram-se também os procedimentos fiscais sobre o registo contabilístico de imparidades em Cabo Verde. No estudo empírico, através da análise dos relatórios e contas de 2011 a 2018 dos grandes contribuintes de Cabo Verde, evidenciou-se que na sua grande maioria as empresas registaram perdas por imparidades, nomeadamente de dívidas de clien-tes e de inventários. Verificou-se, também, empiricamente, que o valor das imparidades era materialmente relevante e que tinha impacto a nível fiscal, existindo relações significativas entre impostos sobre lucros constantes na demonstração de resultados (negativa), custos operacionais sem imparidades (negativa), volume de negócios (positiva) e custos financei-ros (positiva) com as imparidades registadas. Contudo, verificou-se que essas relações eram mais relevantes nos primeiros anos analisados (de 2011 a 2014), o que poderá estar associa-do a dois fatores: à diminuição da atividade dos grandes contribuintes de Cabo Verde nos anos seguintes, diminuindo a necessidade de registo de imparidades para reduzir os lucros a tributar; à publicação do Código do imposto sobre rendimento das pessoas coletivas, que introduziu limites mais restritivos para o registo destas rubricas contabilísticas.
