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- Acessibilidade de doentes não oncológicos a cuidados paliativosPublication . Gôja, Marta Henriques; Sapeta, Ana Paula Gonçalves AntunesApesar de serem reconhecidos o benefício e a necessidade dos Cuidados Paliativos em doentes não oncológicos, os serviços de Cuidados Paliativos a nível europeu estão a tratar sobretudo doentes com cancro. Atendendo às suas particularidades, os modelos de cuidados utilizados para os doentes oncológicos, poderão não ser os mais adequados para as necessidades dos doentes não oncológicos. Será assim necessária mais investigação, e o desenvolvimento de modelos mais adequados para que se possam prestar Cuidados Paliativos de maior qualidade a este grupo de doentes. Uma maior referenciação de doentes não oncológicos representa também um desafio aos serviços de saúde em termos de carga de trabalho, recursos humanos e necessidades de formação dos mesmos. As dificuldades de acessibilidade por parte dos doentes não oncológicos a Cuidados Paliativos especializados levam-nos a questionar as barreiras que existem à referenciação destes doentes. Na região de trabalho da mestranda, uma das regiões do país, com mais elevada taxa de mortalidade e de envelhecimento, em que se morre menos por cancro e mais por doença cardiovascular, será de esperar um elevado e crescente número de doentes com necessidades paliativas por doença crónica não oncológica. Para se poderem implementar medidas locais para melhorar o acesso destes doentes a Cuidados Paliativos especializados, é importante conhecer as barreiras locais à referenciação. O presente relatório integra a Unidade Curricular de prática clínica no âmbito do Mestrado em Cuidados Paliativos da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Neste documento são apresentadas uma descrição e uma reflexão sobre o percurso realizado nesta unidade curricular nas suas diferentes vertentes, tendo sempre como fio condutor os doentes não oncológicos em Cuidados Paliativos. São explorados os conhecimentos e as competências adquiridas nos pilares dos Cuidados Paliativos, e a forma como estes foram sendo integrados na prática clínica. Para isso, o documento foi organizado em três partes principais: a primeira dedicada à prática clínica, o estágio de 300 horas feito num Serviço Integrado de Cuidados Paliativos com as valências de Unidade de Cuidados Paliativos e Equipa intra-hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos; uma segunda parte dedicada à temática da Acessibilidade de doentes não oncológicos a Cuidados Paliativos no serviço de origem da mestranda, em que são apresentadas uma análise SWOT, um plano de propostas de melhoria, um plano de formação e o desenho de um estudo primário para identificar barreiras locais à referenciação de doentes não oncológicos a Cuidados Paliativos especializados; na terceira parte a mestranda faz uma reflexão sobre o seu crescimento enquanto Paliativista e a consequente integração na prática clínica, a partir de experiências pessoais significativas, explorando mais a fundo a espiritualidade, o luto e o autocuidado em Cuidados Paliativos.
