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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A epidemia, fenómeno colectivo e social, o «antigo regime do mal», apresenta como características o número, a impotência e a morte, a exclusão. As epidemias podem ser consideradas, simultaneamente, como reveladoras da interacção entre o mundo médico e o mundo político e como catalisadoras da dinâmica da saúde pública. Procura-se compreender o processo de gestão colectiva das epidemias. A gestão colectiva da doença remete-nos para um processo social concebido para coordenar e controlar as actividades de interpretação, de prevenção da doença e da produção da saúde pública. A gestão colectiva da doença e da saúde pode ser designada como saúde pública a partir do momento em que entra no domínio político, entendido como organização do «governo da vida» em torno de valores partilhados, mas também de referências concorrentes e mesmo de normas conflituais. Até inícios do século XIX, a saúde pública limitava-se essencialmente a uma aplicação técnica e a uma prática administrativa: tratava-se de desenvolver medidas de isolamento, de controlo, de vigilância, de saneamento, segundo protocolos geralmente simples, apoiados por dispositivos mais ou menos constrangedores.
Descrição
Palavras-chave
Epidemia Peste Contágio Gestão colectiva da doença e da saúde
Contexto Educativo
Citação
FERREIRA, Carlos Miguel (2012) - Epidemias : "o Antigo Regime do Mal" : gestão colectiva da saúde e da doença na Beira Interior. GESTIN. ISSN 1645-2534. Ano 9/10, nº 9/10, p. 27-46.
Editora
Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova
