ESECB - Escola Superior de Educação
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Percorrer ESECB - Escola Superior de Educação por autor "Adrião, Rafael Filipe Caetano"
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- Estudo das habilidades motoras em crianças dos 24 aos 48 mesesPublication . Adrião, Rafael Filipe Caetano; Serrano, João Júlio de Matos; Lucas, Miguel Alexandre RebeloO desenvolvimento motor na primeira infância compõe uma etapa crítica para a aquisição de habilidades que sustentam a autonomia, a aprendizagem e a adaptação social. Entre os 24 e os 48 meses, as crianças atravessam uma fase de intensa reorganização neuromotora, sendo essencial compreender como fatores individuais e contextuais influenciam essa trajetória. Esta dissertação integra três estudos complementares com o objetivo de analisar as diferenças entre habilidades motoras globais e finas em crianças dos 24 aos 48 meses de idade, considerando variáveis como o sexo, a presença de irmãos e o tempo de acesso a tecnologias. A amostra foi composta por 193 crianças, selecionadas por conveniência, provenientes de instituições dos concelhos de Rio Maior e Santarém. A avaliação foi realizada com recurso às escalas Peabody Developmental Motor Scales – Second Edition (PDMS-2), validada para a população portuguesa até aos 71 meses. Os dados foram tratados estatisticamente através de testes não paramétricos (Kruskal-Wallis, Wilcoxon, Mann-Whitney), cálculo do tamanho de efeito através do epsilon quadrado (ε²) e do Tamanho do Efeito. No Estudo 1 verificámos que habilidades como locomoção e manipulação de objetos apresentam variações significativas entre os grupos etários, enquanto a preensão fina e o controle postural revelam maior estabilidade. O Estudo 2 demonstra uma superioridade consistente da motricidade fina em relação à motricidade global em todos os grupos etários, com diferenças estatisticamente significativas (p < 0.001), sugerindo uma evolução assimétrica entre as habilidades motoras. O Estudo 3 revela que as meninas obtiveram melhores resultados em tarefas de precisão e integração visuomotora aos 36 e 48 meses, a presença de irmãos teve impacto positivo na motricidade fina aos 36 meses e o tempo de acesso a tecnologias não apresentou associação negativa com o desempenho motor. As principais conclusões revelam que o desenvolvimento motor entre os 24 e os 48 meses de idade é influenciado por múltiplos fatores interativos, sendo a motricidade fina mais estável e valorizada em contextos educativos. As PDMS-2 revelou-se uma ferramenta eficiente para apoiar decisões pedagógicas e clínicas, permitindo identificar áreas de risco e orientar intervenções precoces. Esta dissertação destaca a importância de abordagens integradas e contextualizadas no estudo do desenvolvimento motor infantil, contribuindo com evidência empírica relevante para práticas educativas e clínicas.
