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Percorrer ESART - Escola Superior de Artes Aplicadas por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Sociais::Ciências da Educação"
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- Guia de formação musical (1.º grau : um recurso didático-pedagógicoPublication . Luís, Renato Miguel dos Santos; Castilho, Maria Luísa Faria de Sousa Cerqueira CorreiaO presente relatório encontra-se dividido em duas partes. A primeira parte incide sobre as atividades letivas realizadas no âmbito da Unidade Curricular de Prática de Ensino Supervisionada, inserida no Mestrado em Ensino de Música, opção de Formação Musical e Música de Conjunto. Esta prática foi desenvolvida com uma turma de 6.º Grau de Formação Musical e uma Classe de Conjunto de Coro Juvenil (3.º, 4.º e 5.º Graus) no Conservatório de Artes Performativas de Almada durante o ano letivo de 2023/2024. A segunda parte apresenta uma investigação acerca de um Guia de Formação Musical de 1.º Grau e a sua adequação como um recurso pedagógico. Esta parte encontra-se dividida em três secções, onde primeiramente é apresentada a problemática e o s objetivos do estudo bem como a sua fundamentação teórica, em seguida a descrição da organização conceptual do recurso em estudo, o Guia de Formação Musical (1.º Grau) e, por último, o desenvolvimento da investigação apoiada numa metodologia descritiva de natureza qualitativa com o objetivo de validar o Guia, analisando o impacto da sua utilização como recurso através da opinião de alunos e professores. Esta análise comparativa dos resultados através dos diferente instrumentos de recolha de dados permitiu realizar uma reflexão acerca da utilização do recurso pedagógico apresentado, retirando conclusões e contributos relevantes para a prática pedagógica e a lecionação da disciplina de Formação Musical, confirmando que o Guia não apenas reforça a eficácia pedagógica na disciplina, mas também potencia a articulação entre prática docente e autonomia discente.
- Representações animais e formas de especismo no manual de estudo do meio do 1º ciclo do ensino básico em Portugal : (in)visibilidades, implicações éticas e educação artísticaPublication . Nogueira, Paulo; IPCB. ESARTSegundo John Berger (2020), em Porquê Olhar os Animais?, o olhar entre o animal humano e o não humano perdeu-se. Tal perda histórica tornou-se irremediável para uma ideia de cultura contemporânea baseada no extrativismo capitalista e em formas imagéticas e ideológicas de dissociação cognitiva e entorpecimento psíquico (Joy, 2018). Pode argumentar-se que um tal entorpecimento se constituiu num forte instrumento de poder ao serviço de uma história de abuso e violência, da qual derivam os atuais sistemas de exploração animal e de produção intensiva dos seus modos de vida e sofrimento (Winters, 2023). Considerada do ponto de vista moral, a questão do superior interesse do animal coloca-nos perante a problemática do especismo (Singer, 2008) e suas heranças antropomórficas (Agamben, 2002; Berger, 2020), ambas inscritas numa pedagogia que objetifica, desindividualiza e dicotomiza a perceção dos animais, sujeitando-nos, por conseguinte, a questionar as qualidades da nossa própria espécie e o princípio ético que inevitavelmente a afeta. Este artigo resulta do projeto de investigação “[in]visible – (in)visibilidades das identidades nos manuais escolares de Estudo do Meio a partir de 1974 em Portugal”, desenvolvido entre 01.01.2023 e 08.31.2024 ([in]visible – 2022.05056.PTDC, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia [1]). Como tal, pretende refletir nas representatividades imagéticas presentes num manual escolar do 1º ciclo do ensino básico – Plim!, e de que modo tais imagéticas educam, reproduzem e naturalizam narrativas sobre a condição animal.
