Percorrer por autor "Bonito, Jorge"
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- Identidades e educação interculturalPublication . Oliveira, Hugo; Bonito, JorgeAssente numa abordagem teórica e ensaística, e sustentando-se na exploração crítica de literatura especializada de autores consagrados, o presente manuscrito apresenta um enquadramento epistemológico que permite uma reflexão holística sobre a relevância da educação intercultural, e as questões de identidade. Pretende, portanto, contribuir para o reconhecimento da forma como a educação intercultural, pode contribuir para a construção de práticas educativas inclusivas, em contextos de diversidade social, e cultural. Deste modo, o artigo científico inicia-se com uma reflexão sobre o atual papel da escola no contexto português, procedendo-se a uma defesa do conhecimento científico rigoroso em educação. Numa fase subsequente, é lançado um olhar a alguns dos problemas mais significativos da realidade contemporânea, associados a questões de identidade e interculturalidade, com respetivo impacto nos processos educativos. Numa abordagem histórica, reconhece-se a Era Axial como um momento particular da história da nossa espécie, de onde foi emanada a descrição das caraterísticas mais marcantes da natureza humana, particularmente as que nos unem, abrindo-se também um espaço para ilustrar as que nos separam. No seguimento, identifica-se na geografia do planeta humano, traços e enquadramentos de grupos de pessoas que habitam em contextos sociais próprios, com normas e valores associados, fazendo-se, por último, referência a questões concernentes aos movimentos migratórios, perspetivando-se implicações nos sistemas educacionais. Conclui-se que a educação intercultural pode ser um instrumento poderoso de transformação social, fundamentada na valorização da diversidade. Para isso, deverá atuar como mediadora entre culturas, identidades e gerações, integrando investigação, políticas educativas, valores humanos e ética.
- Trabalho infantil: realidade nas olarias da comunidade do rio Ajuaì (Pará, Brasil)Publication . Filgueiras, Tainara; Filgueiras, Tainá; Miranda, Claúdia; Oliveira, Rafael; Costa, Rodrigo; Veiga, Nelson; Brito Filho, José; Corsini, Flávio; Bonito, JorgeO Brasil avançou na legislação referente à proteção social da criança e do adolescente, sendo, inclusive, referência a partir da aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente em 1990. No entanto, ainda persistem práticas de maus-tratos, como é o caso do trabalho infantil em determinadas localidades com elevado índice de pobreza. Este estudo apresenta uma análise das relações de trabalho infantil existentes nas olarias da comunidade do rio Ajuaí, no município de Abaetetuba, estado do Pará, Brasil, sob a luz dos princípios basilares de proteção da criança e do adolescente. A pesquisa, de cunho estudo de caso, envolveu como sujeitos oleiros e crianças e adolescentes que trabalhavam nas olarias. A vulnerabilidade social das famílias da região do rio Ajuaí é uma das causas que propícia a prática de uma ação degradante envolvendo crianças e adolescentes nas atividades oleiras. O esforço físico e a falta de segurança, além da proibição legal do trabalho infantil, são elementos que tornam a atividade uma prática ilegal e desumana. A ausência do poder público com programas sociais que atenda às necessidades básicas das famílias de baixa renda contribui para a incidência do trabalho infantil na região.
