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- Silences in palliative care: the primacy of human presencePublication . Sapeta, Paula; Simões, ÂngelaOur world is very noisy. It’s the shrill sound of deafening music, the unbearable screams of hysterical people, is the constant aggression to our ears coming from mobile commercial advertising, and finally, there is a foreign conspiracy, under various forms of protest, against the need for peace and stillness . The world must think. We need, everyone, to hear more. Life calls for silence and reflection. Respect the patient’s silence implicit a deep respect for his personality, a sublime professional act that demonstrate the ethic of the health professional. It is, probably, in the moment of serene acceptance of death, that haunt the quiet periods of silence. The patient no longer wants explanations, is mind grasps the great truth. At such moments the health professionals should not abandon the patient. They must maintain this silence, a understanding glance, the gentle touch of hands. They must establish a better dialogue, never a empty set of words. Caring is also carefully listening, being present, sharing the silence, complicity; be challenged by the lack of words. It’s welcoming. This article is based on a narrative review of the literature related with the therapeutic use of silence in end-of-life care.
- Construção social do envelhecimento individualPublication . Simões, Ângela; Sapeta, PaulaSegundo a WHO (2002), as sociedades estão a envelhecer, sendo possível observar uma transformação demográfica sem precedentes na história da humanidade. O sucesso das transformações sociais, ao acolherem o envelhecimento saudável, é proporcional à precariedade dos mecanismos que dispomos para lidar com a velhice frágil e dependente. É um facto que se acrescentou mais anos de vida à população em geral; contudo, a inexorabilidade da velhice só poderá ser evitada se houver uma morte prematura. Para muitos idosos, os últimos anos de vida são devastados pela doença crónica, deficiência ou demência, e dependência maior. Do ponto de vista histórico da humanidade, somos uma sucessão de gerações, cada vez mais velhas, amparadas pela ilusão da renovação. O passado foi mais jovem que o presente, e o futuro terá ainda mais idade. Este artigo pretende apresentar a reflexão acerca do envelhecimento individual, realizada durante a investigação acerca da Promoção e Preservação da Dignidade no contexto de cuidados em lares de idosos, realizada no contexto do Doutoramento em Enfermagem da Universidade de Lisboa, Portugal.
- Cuidar en oncologia: las necesidades y las dificultades de los enfermeros en la relación con el paciente con cáncer - el caso particular de un hospital de agudosPublication . Simões, ÂngelaEn los países occidentales, el envejecimiento de la población se incrementa considerablemente y, según los últimos estudios demográficos, se prevé que en el año 2050 un 30% de la población tendrá más de 65 años. Según el INE ( Instituto Nacional de Estadística, 2004) Portugal se enfrentará con la reducción y agravamiento del envejecimiento de la población, de forma más o menos pronunciada. El cáncer es la segunda causa de muerte en Portugal, poco después de las enfermedades cardiovasculares (ECV), y su porcentaje en peso del total de muertes pone de manifiesto un crecimiento constante y progresivo. Sin embargo, según el Alto Comissariado para a Saúde define que para la población entre 45 y 74 años la mortalidad por cáncer es la primera posición, con más de 30% de las muertes. Han pasado más de 10 años desde el informe de la Organización Mundial de la Salud sobre el dolor en el paciente oncológico y los cuidados paliativos. En él se acentuaba la necesidad de atender de manera prioritaria la calidad de vida, durante todas las fases del tratamiento, teniendo en cuenta, que los factores que la disminuyen son múltiples, y presentes desde el diagnóstico. Por ello recomendaban la intervención de manera conjunta y precoz de los tratamientos oncológicos con “intención curativa” y los tratamientos “sintomáticos y de soporte”, haciendo especial hincapié en el control del dolor, la astenia y el binomio ansiedad/depresión. El objetivo final es mantener en lo posible la mejor calidad de vida, entendida como la situación de bienestar físico, mental y social. Teniendo en cuenta, que son aspectos individuales de cada paciente y por tanto extremadamente subjetivos, caracterizados por su temporalidad y mulltidimensionalidad. El desarrollo de la atención al paciente oncológico en Portugal es caracterizado, por la dificultad de interaccionar entre los diferentes servicios intra / extrahospitalarios involucrados, lo que supone una rémora a la hora de su asistencia integral y multidisciplinar. Como enfermera que trabaja en un hospital de agudos en la región central de Portugal (una de las mas envejecidas), me preocupa el cuidado que se dispensa a diario a los pacientes con cáncer tratados en mi hospital, y si tenemos en cuenta que, en opinión de algunos autores 80% de los portugueses morirán en un hospital, este preocupación se hace aún más relevante. Según McKenna (1994) "El cuidar parece ser el núcleo central, o estructura fundamental que subyace a todo lo que es enfermería”. También MacFarlane (1976), cit. por McKenna (1994) afirma que la enfermería es "esencialmente un sinónimo de cuidado". Me parece esencial analizar el concepto del cuidar en las enfermedades oncológicas para los enfermeros. Con el desarrollo de este estudio analizare el cuidar en oncología, tal como es experimentado por los enfermeros. Para lograr este objetivo, elegí un estudio descriptivo basado en las narraciones de los dieciséis encuestados que atienden a pacientes con cáncer en hospitales de agudos, interpretado a la luz del análisis de contenido.
- A dor irruptiva na doença oncológica avançadaPublication . Simões, ÂngelaA doença oncológica, atendendo à sua natureza, percurso e tratamento assume-se numa dimensão especial pelo enorme impacto no indivíduo - ao nível físico, psicológico, espiritual, social e na família e comunidade. O sintoma mais temido pelos pacientes e famílias é indubitavelmente a dor. Apesar de nos últimos anos os avanços na área do tratamento da dor terem sido enormes ainda existem lacunas para um tratamento global, como é o caso da dor irruptiva. A dor irruptiva é uma dor de aparição espontânea, idiopática, não relacionada com uma pauta analgésica determinada, nem a funções ou movimentos corporais. O objetivo deste estudo foi sistematizar conceitos e definições de dor associados à doença oncológica, entender o mecanismo do aparecimento da dor irruptiva e conhecer as melhores formas para o seu alívio. Através da revisão bibliográfica encontramos as principais barreiras ao tratamento correcto deste tipo de dor e as formas mais adequada, na actualidade, para a controlar.
- Entrevista e Observação: instrumentos científicos em investigação qualitativaPublication . Simões, Ângela; Sapeta, PaulaO Ser Humano conhece e compreende através da observação e quando da observação resultam dúvidas, o Ser Humano questiona. A observação e a entrevista, como ato intelectual de questionar o fenómeno estudado, tornam-se uma técnica científica a partir do momento em que passam pela sistematização, planeamento e controlo da subjetividade. Não se trata apenas de ver, de questionar, mas de examinar. Não se trata somente de auscultar, mas de entender. Este artigo pretende apresentar uma revisão metodológica acerca da utilização da entrevista e observação como instrumentos de recolha de dados, elaborada durante a investigação apoiada na Grounded Theory, realizada no contexto do Doutoramento em Enfermagem da Universidade de Lisboa. A partir da exploração teórica e da vivência pessoal da utilização dos instrumentos apresenta-se as contribuições e riscos da aplicabilidade dos mesmos. Conclui-se que a entrevista e a observação constituem elemento fundamental na investigação qualitativa.
- Fragilidade e agressividade nos cuidados dos residentes em estruturas residenciais para pessoas idosas admitidas no serviço de urgência.Publication . Simões, ÂngelaOs idosos frágeis são admitidos recorrentemente em hospitais de agudos, com taxas elevadas de visitas a serviços de urgência (SU), e são os principais consumidores de serviços de apoio social. Apresentar os resultados relativos à fragilidade e agressividade de cuidados a idosos residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI´s) que são admitidos em SU. Estudo observacional, retrospetivo e descritivo sobre a fragilidade e agressividade nos cuidados de fim de vida em idosos admitidos em SU. Analisamos 8082 episódios de urgência de 2019. Numa 2ª fase, nos episódios onde registamos níveis elevados de fragilidade foram analisados 16 critérios de agressividade de cuidados nos últimos 30 dias antes do óbito (foram incluídos nesta fase do estudo 1144 episódios). Análise estatística com nível de significância de 0,05. 57% dos idosos são mulheres, média de idade de 81,52 anos. 43,6% são frágeis (níveis de maior severidade - 14,1%). 15,1% dos idosos que recorreram ao SU, residem em ERPI, e desses, 77,7% tem algum nível de fragilidade, 40,3 % apresentam níveis severos de fragilidade. 32,5% dos óbitos ocorreram em ERPI. A agressividade de cuidados, em 64,68% dos episódios pontua acima do 5. Em todos os episódios que pontuam 0 ou 1, o óbito verificou-se no exterior do hospital, principalmente em ERPI. Nesta fase do estudo percebemos que a maioria dos idosos residentes em ERPI´s que recorreram ao SU tem níveis elevados de fragilidade e parece que residir em ERPI é fator protetor de agressividade de cuidados em fim de vida.
- Da vulnerabilidade à invisibilidade: os idosos institucionalizados durante a pandemia covid 19Publication . Simões, ÂngelaO “timbre ético” de uma sociedade não é determinado pela forma como trata os seus membros mais fortes, poderosos e ricos, mas pela forma como trata os mais frágeis, mais necessitados e mais vulneráveis, onde se incluem os idosos, especialmente os que residem em instituições. O que será que o nosso cuidado e preocupação (ou descuidado e despreocupação), em particular durante a pandemia COVID19, dirá sobre nós e sobre o “timbre ético” da sociedade contemporânea? Objetivo Este artigo visa contextualizar o dantesco cenário pandémico da Covid-19 em relação aos idosos institucionalizados, evidenciando a invisibilidade da vulnerabilidade da pessoa idosa. Materiais e Métodos Procedeu-se a uma investigação bibliográfica de documentos atuais, com foco qualitativo e reflexão ética. Resultados Principais A Pandemia Covid 19 atinge de forma dramática os nossos idosos. A explicação veiculada é que os idosos correm um maior risco de morte por causa do vírus. Mas podemos perceber que essa não é a única explicação. Um razão importante é o ageísmo crescente e a colisão destas duas “pandemias”, COVID-19 e ageísmo tem-se revelado realmente letal. Conclusão Dezenas de milhares de idosos morrem todos os dias, vítimas não apenas do vírus, mas de décadas de avisos ignorados, de que as instituições onde residem são vulneráveis. Agora é o momento, de aprender com as “fendas” percebidas durante a pandemia, e iniciar uma conversa profunda e urgente a nível local, nacional e internacional, para ainda tentar evitar uma “catástrofe ética e moral” de que todos nos envergonharemos
- Compressão medular maligna: uma emergência em oncologiaPublication . Simões, ÂngelaA compressão medular maligna é uma emergência oncológica grave e frequente que requer um imediato reconhecimento e tratamento para alívio da dor e preservação das funções neurológicas. A falha no diagnóstico correcto conjuntamente com um limitado conhecimento do necessário referenciamento para tratamento imediato traduz-se numa paralisia completa e na maioria dos casos irreversível, já que 90% dos doentes ambulatórios podem permanecer ambulatórios se agirmos prontamente. Sem terapêutica, a compressão medular maligna é fonte de uma significativa morbilidade e mortalidade, dor severa, paralisia, incontinência e um decréscimo da qualidade de vida.
- Promoção da dignidade no final da vida: um estudo de grounded theory num lar de idososPublication . Simões, Ângela; Sapeta, PaulaEste artigo apresenta alguns dos resultados da investigação acerca da Promoção e Preservação da Dignidade no contexto de cuidados em Lares de Idosos, tese final do Doutoramento em Enfermagem, Universidade de Lisboa, concluído em 2017. Dentro do paradigma interpretativo, adotou-se a Grounded Theory (GT) como metodologia. Os dados foram recolhidos durante 21 meses, através da observação participante e entrevistas, num Lar de idosos (IPSS) com cerca de 350 residentes distribuídos por três estruturas residenciais no concelho de Castelo Branco, tendo como participantes idosos residentes, enfermeiros e ajudantes de ação direta. Resultados: Uma abordagem comparativa constante entre a recolha e análise de dados foi aplicada até alcançar a saturação teórica, incorporando um quadro inovador interpretativo e ilustrativo. Da análise dos dados foi possível construir uma teoria de médio alcance - Promoção e Preservação da Dignidade em Lares de Idosos: A Conservação do Eu. Um fenómeno complexo, imprevisto, multidimensional, edificado no entrelaçado de saberes, valores e competências de forma contínua, sistemática e dinâmica. Nesta teoria encontramos subcategorias importantes relacionadas com o cuidado no final de vida dos idosos como “cuida dos detalhes”, “respeita vontades antecipadas” e “acompanha últimos momentos” que agrupados formam a categoria “Preserva a Identidade”.
- Os cuidados paliativos como acolhimento ao pedido de eutanásiaPublication . Simões, ÂngelaNuma sociedade em que se discute cada vez mais a autonomia do ser humano na decisão de viver ou morrer, vezes de mais nos confrontamos com a palavra eutanásia quando se fala de doentes com impossibilidade de cura. A eutanásia revela paradoxalmente o poder e a impotência perante a morte. O poder da morte perante a impotência de superar a dor, a solidão e a angústia. Um poder que procede da sua impotência e que revela uma profunda debilidade, incapacidade e contingência do ser humano. Um poder pobre e aniquilante. Perante o pedido de eutanásia devemos descobrir o que o motivou e acolher esse motivo com Cuidados Paliativos de qualidade.
