ESGIN - Escola Superior de Gestão
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Percorrer ESGIN - Escola Superior de Gestão por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Agrárias"
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- Plano de negócio em aquaponia: projeto aplicado - Geo-Aqua, LdaPublication . Baptista, Diogo Miguel Geraldes; Pinto, António Mendes; Rodrigues, António Manuel Moitinho NogueiraO presente trabalho projeto nasce de numa técnica inovadora baseada na sustentabilidade, criando uma solução para a produção de produtos hortícolas na zona da Beira Baixa, localizada em Idanha-a-Nova. É inquestionável que não será possível alcançar a maioria dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e fornecer uma alimentação saudável à população mundial sem ter em conta os recursos naturais do planeta. O atual modelo de agricultura convencional é considerado potencialmente impactante, pela possibilidade de degradar o ambiente onde está inserido, por apresentar altos custos em função das práticas de cultivo utilizadas e pela baixa produtividade. Um dos principais fatores utilizado na produção de hortícolas é a água e com o grande aumento da população mundial, que além de exigir maior quantidade de água potável para consumo humano, exige também uma maior uso deste recuso para a produção de alimentos. A aquaponia é uma prática de produção que surge da combinação de duas técnicas: hidropónica (produção de plantas sem solo) e aquacultura (produção de peixes). Este tipo de produção oferece várias vantagens, designadamente económicas e ecológicas. Pretende-se com este trabalho conceber, analisar e avaliar um projeto de investimento para a implementação de uma unidade de produção integrada de peixes com produtos hortícolas em Idanha-a-Nova, utilizando a técnica de aquaponia. O objetivo é produzir uma espécie comercial de peixe e uma variedade de vegetais frescos, contribuindo para a melhoria do rendimento familiar e promovendo a sustentabilidade e segurança alimentar na região. A metodologia utilizada, na primeira parte, incide numa abordagem teórica de conceitos e autores relevantes. A segunda parte, apresenta a elaboração do plano de negócios, avaliando o sucesso da sua aplicabilidade, bemcomo o impacto da técnica de aquaponia na produção intensiva de produtos hortícolas.
- Transições para a sustentabilidade na viticultura do Douro, PortugalPublication . Polita, Fabíola Sostmeyer; Madureira, LiviaO objetivo deste artigo é dar um contributo aos estudos de transições para a sustentabilidade, nomeadamente na agricultura, usando como cenário empírico a região vitivinícola do Douro, Portugal. Esta zona, de tradição vitivinícola secular, atravessou diversas modificações econômicas, sociais e agroecológicas. Indícios atuais de uma transição sustentável estão calcado em um processo histórico que vem objetivando a redução e controle do uso de produtos agroquímicos e a preservação do patrimônio paisagístico, tombado pela UNESCO. Recentemente, este processo se fortaleceu pela inserção, a partir de 2010, de inovações relacionadas à implantação de Infraestruturas Ecológicas (IEs), consorciadas às áreas de cultivo, e que se expressam como um conjunto de técnicas que visam à ampliação da biodiversidade e a prestação de serviços ecossistêmicos, respeitando, contudo, a sustentabilidade econômica da vitivinicultura. Uma associação de vitivinicultores e uma universidade fomentaram a criação do conhecimento técnico, utilizando as grandes empresas vitivinícolas (membros da associação) como incubadoras, que assim funcionaram como nichos de inovação. O novo arcabouço cognitivo vem paulatinamente se difundindo, provocando o que de pode chamar de um início de transição, em um estágio que precede as modificações do regime sócio-técnico, conhecido como ancoragem. Os processos de difusão e ancoragem são reforçados pelo estabelecimento de condições criadas pelos AKIS (Agricultural Knowledge and Innovation Systems). Tal transição é também conduzida por pressões da paisagem sócio-técnica, sentidas principalmente por grandes vitivinicultores, como as alterações climáticas e novos hábitos de consumo. A metodologia priorizou entrevistas semiestruturadas com agricultores, gestores agrícolas e outros atores do AKIS ligado à inovação.
