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ESECB - Dissertações de Mestrado

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  • Integração curricular: contributos para a promoção de competências científicas em alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico.
    Publication . Dias, Rosalina António de Mateus; Tomás, Helena Margarida Luís Ramos
    O presente Relatório de Estágio, intitulado “Integração curricular: contributos para a promoção de competências científicas em alunos do 1.º ciclo do ensino básico” foi realizado no âmbito das unidades curriculares de Prática de Ensino Supervisionada nos 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico e documenta, a experiência profissional vivenciada pela estudante estagiária nessas unidades curriculares, bem como a investigação realizada em contexto educativo do 1.º ciclo do ensino básico. O estudo foi desenvolvido no ano letivo 2024/2025 numa turma do 3.º ano de escolaridade e procurou responder à seguinte questão de investigação: Quais os contributos da integração curricular entre as Ciências Experimentais e o Português na promoção de competências científicas dos alunos do 1.º ciclo do ensino básico? Considerando os objetivos da investigação, optou-se por uma abordagem interpretativa, de cariz predominantemente qualitativo, com recurso à investigação-ação. Na recolha dos dados recorreu-se, principalmente, à observação e à análise documental. O estudo centrou-se na planificação e implementação, em grupo turma, de atividades integradoras entre as ciências experimentais e o português a partir da exploração de um livro de literatura para a infância e na avaliação do seu contributo na promoção de cinco capacidades investigativas: Prever, Observar, Medir, Identificar variáveis e Comunicar, esta última nas subcategorias Clareza/rigor e Terminologia científica. A análise das produções dos alunos permitiu identificar o impacte das atividades integradoras realizadas na promoção dessas capacidades investigativas, numa amostra de sete alunos selecionada de forma não aleatória. Os resultados sugerem que: (1) a exploração do livro de literatura para a infância apresentou potencialidades didáticas no que respeita à integração curricular entre as ciências experimentais e o português; (2) as atividades integradoras planificadas e implementadas promoveram o desenvolvimento das capacidades investigativas em estudo. Contudo, os resultados também apontam para a necessidade de os alunos desenvolverem atividades práticas experimentais, de forma continuada, progressiva e estruturada para que as capacidades investigativas sedimentem e perdurem, levando-os a compreender o funcionamento da ciência. Em suma, a exploração de livros de literatura para a infância, como recurso didático, revelou-se benéfica para o processo de ensino e aprendizagem assente na integração curricular entre as ciências experimentais e o português, o que reforça a importância do ensino experimental das ciências integrado com outras áreas curriculares na promoção de competências científicas.
  • O uso do telemóvel no espaço escolar: um estudo no 2.º Ciclo do Ensino Básico
    Publication . Costa, Sónia Alexandra Alves de Barros da; Afonso, Maria Margarida de Carvalho e Silva
    Este relatório de estágio serve para conclusão e obtenção do grau de Mestre em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º Ciclo do Ensino Básico, apresentando um resumo da experiência vivida ao longo dos quatro estágios integrados nas Unidades Curriculares de Prática de Ensino Supervisionada I e II. Serão também apresentados os resultados obtidos no estudo de caso subjacente ao tema: A utilização do telemóvel no espaço escolar – um estudo no 2.º Ciclo do Ensino Básico. Sendo o telemóvel um instrumento que pode assumir diferentes propósitos, dependendo das necessidades do seu utilizador, foi analisado um projeto escolar e o seu impacto numa escola básica do interior de Portugal, que restringe, sem proibir, o uso do telemóvel no espaço escolar. Foi também observado, em duas turmas do 6.º ano, como a utilização do telemóvel pode ser uma ferramenta para a aprendizagem e a avaliação em sala de aula. Sendo um projeto que restringe sem proibir totalmente a utilização do telemóvel no espaço escolar, este estudo parece sugerir uma alternativa à proibição total. Para tal, foi necessário definir objetivos para orientar este estudo, tal como compreender se a restrição pode ser uma alternativa válida à proibição total, as suas motivações, benefícios e limitações deste projeto na restrição do uso do telemóvel em contexto escolar, analisar o grau de adesão e o cumprimento das medidas de restrição por parte de alunos e professores, bem como as suas perceções e opiniões, avaliar o impacto da implementação do projeto nas dinâmicas de sala de aula, ambiente escolar e interação social, investigar os efeitos da utilização do telemóvel na sala de aula para o processo de ensino e aprendizagem, incluindo benefícios, desvantagens e mudanças observadas antes e depois das restrições e recolher, comparar e interpretar sugestões de melhoria apontadas por alunos e professores. Este projeto aposta na consciencialização e reconhecimento, tanto do risco como do potencial pedagógico deste dispositivo, revelando a complexidade da imposição de restrições e promovendo a sua utilização consciente na escola, contando com a participação dos diferentes elementos que constituem a comunidade educativa, incluindo os alunos, no debate. A implementação deste projeto contribuiu para uma maior interação social durante os intervalos e a diminuição dos comportamentos de isolamento associados ao uso do telemóvel, com alunos a interagir com os seus pares, fenómeno que anteriormente estava diluído pela utilização excessiva do telemóvel. Na sala de aula, a utilização do telemóvel como recurso é incentivado e reconhece-se que pode contribuir para a aprendizagem, especialmente quando integrado em atividades estruturadas e supervisionadas.
  • Ageing in place: envelhecer em meio rural : o caso de Cardigos no concelho de Mação
    Publication . Fernandes, Carolina Tavares; Moreira, Maria João da Silva Guardado
    O envelhecimento populacional é um fenómeno global que assume contornos particularmente marcantes em Portugal, sobretudo nas regiões do interior, onde o despovoamento, o declínio da natalidade e a migração jovem contribuem para um perfil demográfico profundamente envelhecido. Neste contexto, ganha relevo o conceito de Ageing in Place, que defende o direito das pessoas idosas a envelhecerem no seu meio habitual, com dignidade, segurança e suporte adequado às suas necessidades. O presente estudo centra-se na freguesia de Cardigos, no concelho de Mação, e tem como objetivo compreender de que forma a população mais velha que aí reside perceciona o seu envelhecimento, as suas redes de apoio e os recursos locais de que dispõem. A investigação segue uma abordagem quantitativa e descritiva, com recurso a um questionário estruturado aplicado a uma amostra de idosos residentes na freguesia. Foi utilizada uma amostragem estratificada por idade e sexo, com base nos dados do Recenseamento de 2021, totalizando 70 dos indivíduos residentes na freguesia. Os resultados evidenciam fragilidades significativas ao nível do acesso à saúde, da mobilidade, da adequação habitacional e da participação comunitária, assim como uma forte dependência de redes informais de apoio. Apesar dos desafios, os participantes expressam um desejo claro de permanecer no seu território, reconhecendo os laços afetivos e identitários que os ligam ao lugar. Com base nestas evidências, é proposto um projeto de intervenção intitulado “Enraizar em Cardigos – Raízes que se mantêm, cuidados que se reforçam”, orientado para a promoção da autonomia, do bem-estar e da inclusão social da população idosa, através de ações concretas e contextualizadas. Este estudo pretende, assim, contribuir para uma reflexão crítica e propositiva sobre o envelhecimento em meio rural, e para o desenvolvimento de políticas públicas mais justas, equitativas e sensíveis às especificidades territoriais.
  • Promover a criatividade através da educação artística em idade pré-escolar
    Publication . Saturnino, Carlota Pratas Martins; Infante, Maria José Pinto
    O presente relatório de estágio foi realizado no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico da Escola Superior de Educação de Castelo Branco e centra-se na exploração das práticas pedagógicas desenvolvidas em ambos os contextos educativos. Para além da componente descritiva e reflexiva da prática, o relatório integra ainda uma investigação intitulada “Promover a Criatividade através da Expressão Artística em Idade Pré-Escolar”, orientada pela seguinte questão-problema: “De que forma a educação artística pode potenciar a criatividade das crianças em idade pré-escolar?” Com frequência, observam-se contextos educativos em que as crianças são expostas apenas a atividades altamente estruturadas, como colorir dentro das linhas, reproduzir coreografias previamente definidas, cantar canções ensinadas de forma mecânica ou participar em dramatizações rigidamente orientadas por adultos. Tomando como pressuposto que estas práticas não promovem a qualidade da educação das crianças, desenvolvemos uma investigação sustentada na convicção de que o desenvolvimento global da criança requer espaço para a livre exploração de materiais e para a expressão espontânea das suas ideias. Ao permitir à criança criar e imaginar sem imposições, sem julgamentos e com liberdade estamos a promover não só a sua criatividade, mas também a sua autoconfiança que são caraterísticas essenciais para que, no futuro, possa criar sem receio de errar e com sentido crítico. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, inserida no paradigma da investigação-ação. Esta abordagem permitiu uma intervenção direta e reflexiva no contexto educativo, possibilitando uma constante adaptação das atividades às necessidades reais das crianças envolvidas. Para a recolha de dados, foram utilizadas as técnicas da observação e do inquérito e diversos instrumentos como grelhas de registo, fotografias e vídeos, as produções artísticas realizadas pelas crianças, notas de campo e um questionário dirigido à educadora cooperante. Através das atividades desenvolvidas com as crianças da amostra foi possível identificar diferenças no grau de abertura à expressão criativa. As crianças de três anos revelam, por vezes, dificuldades em exteriorizar o que pensam ou imaginam. Estas observações constituem um ponto de partida valioso para refletir sobre a importância de práticas educativas mais flexíveis, que valorizem a expressão individual desde os primeiros anos de idade.
  • Boas práticas de prevenção de quedas em estruturas residenciais para pessoas idosas.
    Publication . Ribeiro, Andreia Sofia Martins de Oliveira; Leitão, Catarina Elisabete Gonçalves; Pinheira, Vítor Manuel Barreiros
    A prevenção de quedas em idosos institucionalizados é uma temática de elevada relevância, considerando a vulnerabilidade desta população e o impacto significativo destes eventos na sua qualidade de vida e na sobrecarga dos sistemas de saúde. A presente investigação procurou responder à questão: “Qual é o impacto das competências dos cuidadores formais não qualificados na implementação e eficácia das estratégias de prevenção de quedas em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI)?”. Neste sentido, analisou-se o nível de conhecimento dos cuidadores relativamente aos fatores de risco e às estratégias de prevenção adotadas nas instituições, bem como a existência e frequência de formação específica nesta área. Pretendeu-se ainda identificar as estratégias de prevenção efetivamente aplicadas nas ERPI em Portugal, e determinar quais são mais frequentemente utilizadas na prática. A amostra foi constituída por 103 diretores técnicos e 101 colaboradores, tendo sido aplicados dois questionários distintos dirigidos a cada grupo. A análise estatística foi realizada com recurso ao programa SPSS (versão 20.0), utilizando estatística descritiva e inferencial. Os resultados indicaram que o número médio de quedas por número de utentes foi superior nas instituições com protocolo formal de prevenção, embora a diferença não tenha sido estatisticamente significativa (p = 0,462). A correlação entre o número de profissionais de saúde e o número de quedas também não foi significativa. A presença de fisioterapeuta a tempo integral revelou-se estatisticamente associada a uma menor média de quedas por utente (p = 0,035), sugerindo um possível efeito protetor decorrente da sua atuação regular. Relativamente à formação dos cuidadores, observou-se que apenas duas das questões de avaliação apresentaram associação estatisticamente significativa com a formação, indicando um impacto limitado. Este resultado aponta para possíveis fragilidades na eficácia, abrangência ou aplicação prática da formação recebida nesta área.
  • As redes sociais das pessoas idosas residentes na cidade de Castelo Branco
    Publication . Damas, Carlota Filipa Antunes; Moreira, Maria João da Silva Guardado; Pinheira, Vítor Manuel Barreiros
    Dado ser a velhice, uma etapa do ciclo vital em que o idoso tem de enfrentar inúmeras situações de crise, relacionadas com as alterações das configurações familiares e com a passagem do exercício de uma atividade profissional para a reforma, torna-se cada vez mais pertinente o contributo das redes sociais e de suporte social para a superação dos acontecimentos potencialmente stressantes e para a atenuação de eventuais sentimentos de solidão e isolamento vivenciados, constituindo-se desta forma como excelentes recursos, principalmente, nesta fase. Com o intuito de aprofundar mais as temáticas em questão, o Trabalho de Projeto teve como objetivos: conhecer as características sociodemográficas dos idosos da cidade de Castelo Branco; identificar a composição das redes sociais de que os idosos dispõem; perceber a frequência com que são estabelecidos os contactos dos idosos com as suas redes sociais; verificar a importância que as redes sociais assumem para a prevenção e redução de possíveis sentimentos de solidão e isolamento; compreender qual o papel que as redes sociais desempenham para a manutenção e fortalecimento do sentimento de pertença; e propor um plano de intervenção, no âmbito da utilização das redes sociais dos idosos albicastrenses. Tendo em consideração os objetivos do trabalho, optou-se por utilizar uma metodologia de abordagem mista, descritiva e exploratória, com uma amostra não probabilística constituída a partir de critérios de escolha intencional. A amostra foi composta por 104 inquiridos, 57 mulheres e 47 homens, com 65 e mais anos, não institucionalizados, residentes na cidade de Castelo Branco. Utilizou-se como instrumentos o inquérito por questionário, desenvolvido no âmbito do Projeto de Investigação PersoParAge “Recursos Pessoais e Sociais para a Autonomia e Participação Social numa Sociedade Envelhecida” (SAICT-POL/23678/2016)”, e a técnica do focus group, para aprofundar alguns dados. Os resultados obtidos mostram que os inquiridos têm um contacto regular e de proximidade com as suas redes sociais. A par disso, verifica-se também que os idosos, na sua maioria, têm o desejo de permanecer o máximo de tempo possível na sua casa, sendo este considerado o local onde querem envelhecer. Outro aspeto que foi possível observar é que os idosos apresentam baixos níveis de participação nas atividades desenvolvidas pela comunidade, devendo-se à existência de poucas atividades e ao facto de aquelas que existem não corresponderem totalmente às necessidades, desejos e/ou interesses deste público-alvo. A partir das fragilidades identificadas junto dos idosos participantes deste estudo, propõe-se a implementação de um projeto de intervenção que tenha em consideração as suas necessidades, expetativas e interesses, pretendendo com o mesmo promover o convívio e a participação social dos indivíduos na comunidade.
  • Gestão de conflitos na escola
    Publication . Rodrigues, Tatiana Isabel Cordeiro; Afonso, Maria Margarida de Carvalho e Silva
    O conflito é um fenómeno que, ao longo dos anos, tem sido amplamente reconhecido por diversos autores como um conceito polissémico. Tradicionalmente, era associado a algo negativo para o ser humano; contudo, perspetivas mais recentes defendem que o conflito é inerente à vida social e pode, em muitos casos, ser benéfico para o desenvolvimento e para a aprendizagem pessoal e social. No contexto escolar, porém, o conflito tende a assumir um sentido negativo, sobretudo quando surgem divergências de valores, opiniões e interesses entre os alunos. Nessas situações, é comum que o conflito evolua para comportamentos de risco, como a violência, o bullying e a indisciplina, comprometendo o ambiente educativo e o bem-estar de todos os intervenientes. Trata-se de uma problemática prioritária, que exige uma resposta ativa por parte das escolas, as quais devem intensificar o combate a este fenómeno, dadas as graves consequências que pode ter tanto para o ambiente escolar como para a saúde emocional e psicológica dos alunos. É fundamental que haja uma intervenção conjunta de vários profissionais, que trabalhem em parceria para promover relações interpessoais saudáveis, positivas e baseadas no respeito e no apoio mútuo. Este trabalho teve como objetivos identificar os tipos de conflitos existentes no contexto escolar, compreender de que forma a comunidade educativa intervém na sua prevenção e resolução e, por fim, avaliar o impacto da implementação de atividades de dinâmica de grupo, elaboradas com o propósito de sensibilizar os alunos e promover a prevenção de conflitos na escola. Relativamente à metodologia, este estudo foi desenvolvido com base numa investigaçãoação, recorrendo à utilização de instrumentos e técnicas de recolha de dados de natureza qualitativa e quantitativa. Para tal, foram aplicadas a observação direta e a elaboração de notas de campo, bem como a inquirição por meio de questionários dirigidos aos alunos de uma turma do 5.º ano de escolaridade (n=20) e entrevistas aos docentes da mesma turma (n=6). Complementarmente, foram dinamizadas atividades de grupo com os alunos. De acordo com os resultados obtidos, verificou-se que a maioria das ocorrências corresponde a situações ocasionais; contudo, também foram identificadas situações regulares, como a exclusão de alunos. Os tipos de conflito mais frequentes foram o verbal e o físico direto, embora também tenham sido registadas situações de conflito socioemocional indireto, particularmente durante o recreio escolar. A Escola demonstrou possuir estratégias de prevenção e resolução de conflitos, contribuindo para a minimização destas situações e promovendo intervenções positivas em prol do bem-estar escolar. Foi ainda percetível o desenvolvimento de competências socioemocionais, promovidas tanto pelos docentes quanto pela técnica de Psicologia responsável pelo Gabinete de Gestão do Conflito. É fundamental reforçar a importância da continuidade e da persistência nesse trabalho com os alunos, dada a sua relevância para o seu desenvolvimento integral e para o clima escolar.
  • Desenvolvimento da consciência fonológica em crianças do 1ºCiclo do Ensino Básico
    Publication . Ribeiro, Rita Amaro; Pais, António Pereira
    No âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, foram desenvolvidas duas práticas pedagógicas em instituições da cidade de Castelo Branco, cada uma correspondendo a uma das vertentes do curso. Durante a Prática de Ensino Supervisionada no 1.º Ciclo do Ensino Básico, realizou-se uma investigação orientada pela questão-problema: “Como identificar e desenvolver o nível de consciência fonológica nas crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico?”. Esta questão sublinha a importância crescente da consciência fonológica em contexto de sala de aula, reconhecida como uma ferramenta pedagógico-didática fundamental. A consciência fonológica exerce uma influência significativa não só sobre o conteúdo aprendido, mas também sobre a forma como as crianças assimilam o conhecimento. Neste sentido, promover o seu desenvolvimento em ambientes de aprendizagem estimulantes e lúdicos pode transformar o ato de aprender numa experiência motivadora e gratificante. Para avaliar e potenciar esta competência nas crianças, realizou-se um estudo no contexto do 1.º Ciclo do Ensino Básico com uma amostra de seis crianças da turma do 4.ºA, que constituíram o público-alvo da investigação. Este estudo teve como propósito compreender o nível de desenvolvimento da consciência fonológica nas crianças deste ciclo, identificando áreas com maior ou menor progresso, com o objetivo de contribuir para práticas pedagógicas mais eficazes. Assim, visou-se apoiar o desenvolvimento linguístico numa fase crucial da aprendizagem, refletindo sobre a relevância de estratégias diversificadas para promover a consciência fonológica, essencial para a aquisição da leitura e da escrita. Os objetivos gerais definidos para o estudo foram: identificar o nível de desenvolvimento da consciência fonológica na turma e conceber atividades que permitissem avaliar e promover essa competência nas crianças observadas. Os objetivos específicos incluíram: avaliar o desenvolvimento da consciência da palavra, a consciência silábica, a consciência fonémica e a consciência intersilábica. Para a concretização destes objetivos, aplicaram-se diversas atividades às crianças da amostra, tendo como suporte metodológico um estudo de natureza qualitativa. A metodologia escolhida foi a DBR (Design-Based Research), que permite uma intervenção direta no contexto educativo. Como técnicas de recolha de dados, foram utilizadas a observação participante, as notas de campo e instrumentos específicos para as atividades de consciência fonológica, distribuídas em três microciclos de teste (pré-teste, teste e pós-teste), seguindo o modelo metodológico DBR (Design-Based Research). Complementaram-se ainda os dados com fotografias e produções realizadas pelas crianças durante as atividades. Os resultados desta investigação confirmam que o desenvolvimento da consciência fonológica tem um impacto positivo nas aprendizagens das crianças, facilitando o seu progresso na leitura e na escrita. Observou-se uma participação motivada e envolvida das crianças em todas as atividades propostas, o que valorizou a experiência educativa e reforçou a importância de integrar estas práticas de forma sistemática no ensino.
  • A educação das emoções e o desenvolvimento da inteligência emocional no 1.º Ciclo do Ensino Básico
    Publication . Mascarenhas, Inês Lopes Gaio; Martins, Ernesto Candeias
    A temática do Trabalho de Projeto insere-se na área da Educação/Ciências da Educação no domínio da intervenção (social) escolar, ao pretender desenvolver as habilidades socioemocionais nos alunos do 4º ano de escolaridade, do 1º CEB, da Escola Afonso de Paiva, do Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva, de Castelo Branco. Motivada pela crescente necessidade de desenvolver a Inteligência Emocional (IE) e as habilidades emocionais em contexto escolar, que são fundamentais ao desempenho sucesso escolar dos alunos, para além da respetiva saúde mental, desenvolver competências de IE, através da aplicação de um Programa de Desenvolvimento da Inteligência Emocional (PDIE). Ou seja, o propósito é promover a educação das e para as emoções da no contexto escolar, de modo a incluir na estrutura curricular de formação dos alunos. Realizámos o estado da arte, pela pesquisa de literatura especializada sobre as emoções, educação emocional, Inteligência Emocional e habilidades socio emocionais, no contexto escolar, tendo clarificado, conceptualmente, alguns conceitos relacionados ou afins ao enquadramento teórico mais recente. Tivemos em conta muita da bibliografia publicada, em função dos resultados deste Programa, Projeto Inteligência Emocional, assim como outra de suporte. O estudo utiliza a metodologia do design misto, com preponderância da metodologia qualitativa (subjacente ao paradigma interpretativo), na modalidade de investigação-ação, tendo recorrido às técnicas e instrumentos de recolha de dados seguintes: observação participante e não participante; Testes (Habilidades de Inteligência Emocional e Teste Sociométrico de Amizade); entrevistas semiestruturadas, focus group, notas de campo. Além disso foi aplicado o PDIE, cujo material e instrumentos provêm do Projeto Internacional ‘Programa de Inteligência Emocional para alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico na região de Castelo Branco -2011-2018’, ao abrigo do Protocolo entre o IPCB e a Universidade de Extremadura-Badajoz. Dito Programa foi aplicado a um grupo experimental, turma do 4º ano do 1º CEB, com 12 sessões (estrutura: conto, dramatização, atividades e ficha de autoavaliação) e autoavaliação. A análise dos testes permitiu verificar que as relações de amizade dos alunos, assim como as suas habilidades de Inteligência Emocional, apresentaram uma melhoria, especialmente significativas nas relações de amizade dos alunos, após a aplicação do Programa de intervenção, verificando-se o desenvolvimento das respetivas competências, e educação para e das emoções, em contexto escolar de sala de aula. A investigação confirmou a importância das emoções e a fundamentabilidade do desenvolvimento da IE, no contexto escolar, gerir as emoções e pensar positivo, através da melhoria das relações sociais de amizade e habilidades da sociais e emocionais da IE, verificadas pelos instrumentos e técnicas aplicados. O estudo desenvolvido destaca a importância do tema da Inteligência Emocional, e integração de programas de Inteligência Emocional no currículo escolar, não apenas como respostas às necessidades emocionais das crianças, mas também como uma estratégia de promoção de um ambiente propício à aprendizagem, assim como a promoção de relações interpessoais e intrapessoais saudáveis, reforçado pelos professores titulares das turmas experimental e de controlo. Este estudo serve como um modelo para futuras pesquisas e implementações, destacando a relevância da Inteligência Emocional no desenvolvimento integral das crianças, preparando-as para os desafios da vida.
  • Relatório de estágio final: a consciência social e a autorregulação na educação pré-escolar
    Publication . Hermann, Lara do Nascimento; Pereira, Cristina Maria Gonçalves
    A presente investigação enquadra-se no âmbito do Relatório de Estágio Final, tendo como principal objetivo identificar a relevância em promover o desenvolvimento das competências socioemocionais, com especial enfoque nas dimensões da consciência social e da autorregulação emocional em crianças em idade pré-escolar. Pretende-se, igualmente, refletir sobre as práticas e estratégias pedagógicas adotadas pela educadora cooperante e preconizadas nas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE), analisando o papel de mediação adulta e das interações sociais no processo de aprendizagem emocional. As competências socioemocionais assumem um papel determinante no bem-estar global e no sucesso escolar e pessoal das crianças, possibilitando-lhes reconhecer e regular emoções, estabelecer relações interpessoais positivas, tomar decisões responsáveis e demonstrar empatia. Neste contexto, a Educação PréEscolar constitui uma etapa fundamental de formação e desenvolvimento da criança, na qual se edificam as bases do desenvolvimento emocional e social que acompanharão o indivíduo ao longo da vida. A autorregulação emocional, entendida como a capacidade de reconhecer, compreender e gerir as próprias emoções, representa uma das competências nucleares da aprendizagem socioemocional. Em idade pré-escolar, esta competência encontra-se em processo de consolidação, exigindo do educador uma atenção intencional às estratégias que auxiliem a criança a identificar o que sente, a compreender as suas reações e a adotar respostas adequadas às diferentes situações. Por sua vez, a consciência social traduz-se na compreensão das emoções, necessidades e perspetivas dos outros, implicando empatia, solidariedade e respeito. Ambas as dimensões articulam-se de forma dinâmica e contribuem para a construção de relações interpessoais saudáveis e para a formação de cidadãos emocionalmente competentes e socialmente responsáveis. A investigação desenvolveu-se segundo uma metodologia de investigação – ação de natureza qualitativa, orientada pela compreensão dos fenómenos educativos a partir da implementação de algumas atividades junto da amostra em estudo. Foram utilizados, como instrumentos de recolha de dados, uma entrevista semiestruturada aplicada à educadora cooperante, grelhas de observação e notas de campo registadas ao longo da intervenção. A adoção de uma metodologia assente na triangulação de dados permitiu cruzar diferentes perspetivas, reforçando a consistência das interpretações dos dados recolhidos. Com esta investigação pretendeu-se contribuir para a valorização da educação emocional enquanto dimensão essencial da prática pedagógica, destacando a importância da intencionalidade educativa e da criação de ambientes afetivamente seguros, promotores de bem-estar e desenvolvimento integral. Compreender e trabalhar as emoções desde a infância constitui, assim, um X investimento estruturante na formação de indivíduos empáticos e capazes de estabelecer relações positivas e harmoniosas ao longo da vida.