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ESECB - Dissertações de Mestrado

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  • Jovens como futuros cuidadores: perspetivas dos jovens face ao envelhecimento
    Publication . Simão, Diana Catarina da Silva; Moreira, Maria João da Silva Guardado
    Face ao acentuado envelhecimento demográfico crescente e às tensões sociais dele decorrentes, torna-se essencial compreender de que forma as gerações mais jovens percecionam o processo de envelhecimento e quais as repercussões dessas representações nas relações intergeracionais. Este estudo assume-se como uma estratégia pedagógica e socialmente relevante para desconstruir estereótipos associados à velhice e promover a inclusão da população idosa. O presente estudo, de natureza quantitativa, teve como objetivos analisar a perceção dos estudantes do 1.º ano da Licenciatura em Educação Social sobre o envelhecimento, bem como as suas atitudes perante a população mais velha, o grau de conhecimento sobre políticas públicas e respostas sociais e a valorização do papel do educador social neste domínio. A amostra foi composta por 44 indivíduos, com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos. Recorreu-se à estatística descritiva para a análise dos dados obtidos por questionário. Os resultados evidenciam um contacto regular com pessoas mais velhas, predominantemente em contexto familiar, o que parece favorecer representações mais positivas e empáticas. Ainda assim, foram identificadas perceções ambivalentes, persistência de alguns estereótipos e, sobretudo, um conhecimento limitado sobre os apoios sociais e políticas públicas existentes. Destacaram-se como áreas prioritárias de intervenção, a inclusão social, o combate ao isolamento, a valorização da experiência de vida e o reforço da autonomia da população idosa. Conclui-se que a perceção que os jovens têm sobre o envelhecimento é fortemente condicionada por fatores pessoais, culturais e sociais, e que a intervenção educativa, quando sustentada em experiências reais e reflexão crítica, pode contribuir significativamente para a construção de uma visão mais informada, justa e comprometida com a dignidade da pessoa idosa. Neste sentido, foi proposto um projeto de intervenção intitulado “Gerações em Rede”, centrado na aproximação entre os estudantes aos contextos reais de envelhecimento, através de parcerias com entidades comunitárias, nomeadamente a associação ATLAS – People Like Us. O projeto propõe uma intervenção de curta duração, assente em momentos de sensibilização, análise de casos reais e elaboração de propostas práticas, promovendo competências éticas, críticas e técnicas nos futuros profissionais da intervenção social.
  • Os profissionais e o processo de fim de vida e morte dos idosos, em contexto de estruturas residenciais para pessoas idosas
    Publication . Nunes, Ana Luísa Melo; Simões, Ângela Sofia Lopes
    A literatura existente destaca a importância de uma abordagem multidisciplinar e centrada na pessoa, respeitando a dignidade e as vontades dos idosos. O processo de fim de vida/morte é uma fase crítica que não afeta apenas os idosos, mas também os profissionais que lhes prestam cuidados e apoio constante. No entanto, existe uma lacuna significativa no conhecimento sobre como os profissionais vivenciam este processo em contexto institucional. Com o aumento da longevidade e do envelhecimento populacional, torna-se pertinente debater-se acerca dos cuidados paliativos e práticas institucionais para o fim de vida em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI). Este trabalho final de projeto tem como objetivo, analisar as perceções e práticas dos profissionais relativamente ao fim de vida e à morte dos idosos institucionalizados, destacando as estratégias utilizadas para lidar com essa realidade. O trabalho de campo desenvolvido baseou-se na metodologia qualitativa, em que através de entrevistas semiestruturadas, permitiu captar as complexidades das perceções dos profissionais. Os resultados evidenciam o consenso de que os idosos e famílias são e deverão ser tratados com dignidade até ao último momento. Contudo, foram identificadas necessidades. Entre as principais recomendações, destaca-se a necessidade de ampliar a oferta de formação sobre o fim de vida, melhorar o acesso a cuidados paliativos e acompanhamento psicológico aos profissionais. Como sugestão de boas práticas, propõe-se a expansão do uso da ficha de desejos para personalização dos cuidados. Deste modo, o Trabalho de Projeto em geral e o projeto de intervenção 'Cuidar com Conhecimento: Formação em Cuidados Paliativos para ERPI' surgem como uma resposta concreta a essas necessidades identificadas, promovendo uma abordagem formativa que visa não apenas capacitar os participantes, mas também incentivar uma participação ativa e integrada no contexto dos cuidados paliativos. A sua implementação procura fomentar um espaço de aprendizagem colaborativa, onde os profissionais e outros intervenientes possam aprofundar conhecimentos, trocar experiências e fortalecer competências essenciais para uma prestação de cuidados mais humanizada e eficaz dentro das ERPI. Com esta iniciativa, almejase não só suprir lacunas formativas, mas também contribuir para uma mudança sustentável na qualidade dos cuidados prestados na ERPI.
  • A dinâmica do cuidado: um estudo misto sobre as percepções dos cuidadores formais sobre a pessoa idosa e o "olhar" da pessoa idosa sobre os seus cuidadores formais
    Publication . Diniz, Beatriz Ribeiro; Moreira, Maria João da Silva Guardado
    O envelhecimento é um processo natural que implica transformações físicas, psicológicas e sociais, o que exige respostas adequadas por parte dos profissionais que atuam nesta área. Os cuidadores formais desempenham um papel fundamental ao prestar cuidados físicos e apoio emocional às pessoas idosas. As perceções que estes profissionais têm sobre o envelhecimento, bem como as perceções que os próprios idosos têm dos cuidadores, influenciam significativamente a qualidade da relação estabelecida e, consequentemente, dos cuidados prestados. Neste sentido, compreender estas perceções torna-se essencial para a promoção do bem-estar da população idosa e para a melhoria contínua dos serviços institucionais. O presente estudo teve como objetivo analisar as perceções mútuas entre cuidadores formais e pessoas idosas, explorando de que forma essas representações influenciam a relação entre ambos. Pretendeu-se, especificamente, compreender as atitudes dos cuidadores face ao envelhecimento e à pessoa idosa, perceber como os idosos percecionam os cuidadores e identificar os fatores que condicionam essas perceções, como a formação profissional, a cultura e as experiências pessoais. A investigação foi desenvolvida numa Santa Casa da Misericórdia, seguindo uma abordagem de estudo de caso, de natureza mista e carácter descritivo. A amostra foi constituída por 50 cuidadores formais e 7 pessoas mais velhas residentes, selecionadas por conveniência, com base em critérios de inclusão previamente definidos. Os dados foram recolhidos através da aplicação da Escala de Atitudes Face aos Idosos (AKPI) e de um questionário sociodemográfico junto dos cuidadores. Aos idosos foi aplicado um questionário sociodemográfico e realizada a técnica do Focus Group. A confidencialidade e a voluntariedade da participação foram salvaguardadas em todas as fases do estudo. Os resultados indicam que os cuidadores, em geral, revelam atitudes positivas face às pessoas idosas. Contudo, também se registaram atitudes ambivalentes, atribuídas ao desgaste emocional associado à função e à insuficiente formação específica sobre envelhecimento. Por sua vez, as pessoas idosas demonstraram, maioritariamente, satisfação com os cuidados recebidos, destacando a dedicação e o empenho dos cuidadores. Ainda assim, foram referidas situações pontuais de impaciência e distanciamento emocional, salientando a importância de reforçar relações baseadas na escuta ativa e no respeito mútuo. Conclui-se que a qualidade da interação entre cuidadores formais e pessoas idosas depende das perceções e é influenciada por múltiplos fatores, nomeadamente a escolaridade e a idade. Assim, torna-se essencial investir na formação contínua dos cuidadores, promover ambientes mais humanizados e combater os estereótipos negativos sobre o envelhecimento. Com base nas necessidades identificadas, foi delineada uma proposta de intervenção intitulada “Cuidar com Sentido”, com o objetivo de promover relações mais empáticas, comunicativas e respeitosas entre cuidadores e pessoas idosas, contribuindo para o bem-estar emocional e a qualidade dos cuidados prestados.
  • Atividade física, preferências de lazer ativo e comportamentos não sedentários: uma comparação entre adultos de zonas urbanas e rurais da Guiné-Bissau
    Publication . Bidan, Edú Samba; Ramalho, André Leonardo Gonçalves; Rocha, João Carlos Rodrigues
    A atividade física é um fator determinante para a saúde pública, mas existem poucos dados sobre os comportamentos físicos da população adulta guineense. O presente estudo tem como objetivo colmatar essa lacuna e comparar os padrões de atividade física entre zonas urbanas e rurais da Guiné-Bissau. Objetivo: O objetivo deste estudo é analisar e comparar os níveis de atividade física entre adultos residentes nas zonas urbana e rural da Guiné-Bissau, com o intuito de identificar padrões e variações entre essas zonas. Além disso, pretende-se conhecer as preferências de atividades físicas de lazer dos residentes de cada zona. Métodos: Realizou-se um estudo transversal, observacional, com uma amostra de conveniência de 287 adultos residentes na Guiné-Bissau. A atividade física foi medida utilizando a versão curta do International Physical Activity Questionnaire (IPAQ), aplicada digitalmente (Google Forms via WhatsApp). Os dados foram analisados no SPSS, utilizando Estatística descritiva para caraterização da amostra, calculando média, Intervalo entre idade e desvio padrão, teste Kolmogorov-Smirnov para verificar a normalidade e o teste de Mann-Whitney U para comparar os grupos, com um nível de significância α = 0,05. Resultados: Foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre as zonas urbanas e rurais nos níveis de atividade física e no tempo passado em comportamentos sedentários, tanto durante a semana quanto ao fim de semana. Nas zonas urbanas, o futebol foi a atividade mais referida, seguido pela caminhada e corrida. Nas zonas rurais, a caminhada predominou, seguida do futebol, corrida e ciclismo. Conclusão: A prevalência de sedentarismo nas áreas urbanas e a predominância de modalidades recreativas destacam a necessidade de intervenções públicas adaptadas ao contexto, levando em consideração os recursos culturais e infraestruturais locais. Estes resultados são fundamentais para orientar políticas de promoção da saúde e o planeamento de programas que atendam às especificidades das comunidades urbanas e rurais.
  • Os efeitos agudos do exercício no estado de humor de idosas
    Publication . Padilha, Mafalda Alvarinhas; Ramalho, André Leonardo Gonçalves; Petrica, João Manuel Patrício Duarte
    Este estudo tem como objetivo analisar o impacto agudo de duas sessões de exercício físico (caminhada e aula de grupo) e da visualização de televisão nos estados de humor positivo e negativo em mulheres idosas. A investigação é realizada com 12 idosas, não institucionalizadas, com uma média de idades de 79,1 anos. Os resultados mostraram reduções significativas na tenção, na depressão, na hostilidade e na confusão, além de aumentos significativos no vigor após a sessão de caminhada e a aula de grupo. A sessão de repouso, foi a única que apresentou reduções significativas no fator de fadiga. Concluiu-se que atividades físicas e sociais têm um impacto positivo no bem-estar emocional de idosas, reforçando a importância de intervenções que promovam o envelhecimento ativo, com benefícios para a saúde mental e para a qualidade de vida.
  • Diferenças na funcionalidade e na satisfação com a vida em idosos praticantes e não praticantes de um programa regular de atividade física
    Publication . Domingues, João Miguel Martins; Santos, Jorge Manuel Folgado dos; Serrano, João Júlio de Matos
    O envelhecimento é um processo biológico inevitável que envolve mudanças físicas e psicossociais. Em Portugal, seguindo as tendências globais, tem-se verificado um aumento da esperança de vida. Nesse contexto, a atividade física destaca-se como um fator importante para atenuar os efeitos do envelhecimento nas dimensões social, psicológica e biológica. Este estudo teve como objetivo verificar se os idosos praticantes de um programa regular de atividade física formal tiveram uma melhor perceção de satisfação com a vida do que os idosos não praticantes e se as diferenças estiveram diretamente relacionadas com o nível funcional dos idosos. A amostra incluiu 63 idosos do concelho de Oleiros, divididos entre praticantes (35) e não praticantes (28) de atividade física. A satisfação com a vida foi avaliada pelo questionário MOS SF-36v2 e o nível funcional pela bateria Senior Fitness Test. Os dados foram analisados com o software SPSS 29. Os resultados do estudo indicaram que os idosos praticantes de atividade física apresentaram diferenças estatisticamente significativas na perceção da qualidade de vida em várias dimensões, como função física, desempenho físico, vitalidade, desempenho emocional e saúde geral. No sexo masculino, essas diferenças estatisticamente significativas foram ainda mais evidentes, abrangendo também dor corporal e mudança em saúde. No sexo feminino, apenas a dimensão vitalidade mostrou diferenças estatisticamente significativas. Quanto ao nível funcional, os praticantes obtiveram diferenças estatisticamente significativas em quase todas as variáveis, exceto na flexibilidade inferior e no IMC. Estas diferenças também se verificaram de forma consistente em ambos os sexos. Além das diferenças estatisticamente significativas, os resultados demonstraram efeitos práticos relevantes, o que reforçou a robustez e a relevância funcional das diferenças observadas. Houve ainda correlações positivas estatisticamente significativas entre a qualidade de vida e o nível funcional entre os praticantes, especialmente nas capacidades de força e resistência dos membros superiores e inferiores e, resistência cardiovascular. No sexo masculino confirmou-se essa tendência nas capacidades de força e resistência dos membros superiores e, resistência cardiovascular, para além de verificar ainda uma correlação positiva com a flexibilidade inferior. Por outro lado, o sexo feminino apresenta apenas uma correlação positiva com a força e resistência dos membros inferiores. Entre os não praticantes, observaram-se correlações negativas estatisticamente significativas com a velocidade, agilidade e equilíbrio dinâmico. No sexo feminino essa tendência confirmou-se, enquanto no sexo masculino apenas se observam correlações negativas estatisticamente significativas com o IMC. Concluiu-se que a prática de atividade física revelou uma melhor perceção da qualidade de vida e maior funcionalidade, com correlações positivas estatisticamente significativas, enquanto nos não praticantes surgiram apenas associações negativas pontuais e limitadas.
  • Efeitos agudos do exercício no estado de humor de idosas
    Publication . Padilha, Mafalda Alvarinhas; Ramalho, André Leonardo Gonçalves; Petrica, João Manuel Patrício Duarte
    Este estudo tem como objetivo analisar o impacto agudo de duas sessões de exercício físico (caminhada e aula de grupo) e da visualização de televisão nos estados de humor positivo e negativo em mulheres idosas. A investigação é realizada com 12 idosas, não institucionalizadas, com uma média de idades de 79,1 anos. Os resultados mostraram reduções significativas na tenção, na depressão, na hostilidade e na confusão, além de aumentos significativos no vigor após a sessão de caminhada e a aula de grupo. A sessão de repouso, foi a única que apresentou reduções significativas no fator de fadiga. Concluiu-se que atividades físicas e sociais têm um impacto positivo no bem-estar emocional de idosas, reforçando a importância de intervenções que promovam o envelhecimento ativo, com benefícios para a saúde mental e para a qualidade de vida.
  • Diferenças na funcionalidade e na satisfação com a vida em idosos praticantes e não praticantes de um programa regular de atividade física
    Publication . Domingues, João Miguel Martins; Santos, Jorge Manuel Folgado dos; Serrano, João Júlio de Matos
    O envelhecimento é um processo biológico inevitável que envolve mudanças físicas e psicossociais. Em Portugal, seguindo as tendências globais, tem-se verificado um aumento da esperança de vida. Nesse contexto, a atividade física destaca-se como um fator importante para atenuar os efeitos do envelhecimento nas dimensões social, psicológica e biológica. Este estudo teve como objetivo verificar se os idosos praticantes de um programa regular de atividade física formal tiveram uma melhor perceção de satisfação com a vida do que os idosos não praticantes e se as diferenças estiveram diretamente relacionadas com o nível funcional dos idosos. A amostra incluiu 63 idosos do concelho de Oleiros, divididos entre praticantes (35) e não praticantes (28) de atividade física. A satisfação com a vida foi avaliada pelo questionário MOS SF-36v2 e o nível funcional pela bateria Senior Fitness Test. Os dados foram analisados com o software SPSS 29. Os resultados do estudo indicaram que os idosos praticantes de atividade física apresentaram diferenças estatisticamente significativas na perceção da qualidade de vida em várias dimensões, como função física, desempenho físico, vitalidade, desempenho emocional e saúde geral. No sexo masculino, essas diferenças estatisticamente significativas foram ainda mais evidentes, abrangendo também dor corporal e mudança em saúde. No sexo feminino, apenas a dimensão vitalidade mostrou diferenças estatisticamente significativas. Quanto ao nível funcional, os praticantes obtiveram diferenças estatisticamente significativas em quase todas as variáveis, exceto na flexibilidade inferior e no IMC. Estas diferenças também se verificaram de forma consistente em ambos os sexos. Além das diferenças estatisticamente significativas, os resultados demonstraram efeitos práticos relevantes, o que reforçou a robustez e a relevância funcional das diferenças observadas. Houve ainda correlações positivas estatisticamente significativas entre a qualidade de vida e o nível funcional entre os praticantes, especialmente nas capacidades de força e resistência dos membros superiores e inferiores e, resistência cardiovascular. No sexo masculino confirmou-se essa tendência nas capacidades de força e resistência dos membros superiores e, resistência cardiovascular, para além de verificar ainda uma correlação positiva com a flexibilidade inferior. Por outro lado, o sexo feminino apresenta apenas uma correlação positiva com a força e resistência dos membros inferiores. Entre os não praticantes, observaram-se correlações negativas estatisticamente significativas com a velocidade, agilidade e equilíbrio dinâmico. No sexo feminino essa tendência confirmou-se, enquanto no sexo masculino apenas se observam correlações negativas estatisticamente significativas com o IMC. Concluiu-se que a prática de atividade física revelou uma melhor perceção da qualidade de vida e maior funcionalidade, com correlações positivas estatisticamente significativas, enquanto nos não praticantes surgiram apenas associações negativas pontuais e limitadas.
  • Relações entre avós e netos: presente versus passado na freguesia de Alpedrinha
    Publication . Justino, Valéria Inês Geraldes; Moreira, Maria João Guardado; Candeias, Marisa de Jesus
    Este Trabalho de Projeto analisa as relações intergeracionais entre avós e netos na freguesia de Alpedrinha, explorando as transformações sociais, culturais e demográficas que têm moldado essas dinâmicas ao longo do tempo. Em Portugal, a população está a envelhecer, e em lugares como Alpedrinha, isso sente-se no dia a dia. Os avós continuam a ser a alma das famílias, carregando histórias, ensinamentos e um amor incondicional que une gerações. A metodologia adotada combina abordagens qualitativas e quantitativas, incluindo a Escala de Significados da Grã-Parentalidade, adaptada à realidade portuguesa por Peixoto e Gonçalves (2014), a realização de Focus Group e de entrevistas semiestruturadas. Estas ferramentas permitiram compreender como mudanças históricas, a crescente urbanização e o avanço tecnológico, influenciaram as interações entre as gerações. Os resultados evidenciam uma transformação nos papéis desempenhados pelos avós: enquanto no passado eram figuras de autoridade e conviviam diariamente com os netos, hoje enfrentam desafios relacionados à proximidade física e digital. A pesquisa destaca também a relevância da transmissão de memórias e tradições culturais, expressa em práticas como a partilha de histórias e celebrações locais. Contudo, a tecnologia é frequentemente mencionada pelas avós como um fator de distanciamento emocional, limitando as interações familiares. Mesmo com esses desafios, as tradições continuam vivas em Alpedrinha, passadas de geração em geração, e os laços entre avós e netos continuam a tecer a identidade da comunidade, mantendo vivo o sentimento de pertença e continuidade entre gerações. Os dados mostram que, apesar das mudanças na forma como as famílias vivem e se relacionam, os avós continuam a ser uma presença essencial na vida dos netos. São eles que guardam e partilham histórias, ensinam valores e acompanham o crescimento das novas gerações, ajustando-se, com afeto e sabedoria, aos desafios dos tempos modernos. Este Trabalho de Projeto apresenta sugestões de intervenções que promovem o envelhecimento ativo e reforçam a importância das relações intergeracionais, fundamentais para a coesão familiar e para o bem-estar social.
  • Motivação autodeterminada para o exercício físico e bem-estar subjetivo dos estudantes internacionais guineenses do Instituto Politécnico de Castelo Branco
    Publication . Bluté, Lino; Batista, Marco Alexandre da Silva; Santos, Jorge Manuel Folgado dos
    A motivação relaciona-se com prazer e a satisfação pessoal que os estudantes experienciam ao praticar exercícios físicos. Assim, os fatores que a influenciam incluem a busca pelo bem-estar, a superação de desafios pessoais e a melhoria da saúde física e mental. O presente estudo teve como objetivo principal identificar o nível de Motivação Autodeterminada para o Exercício Físico e o Bem-Estar Subjetivo de estudantes internacionais guineenses do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Trata-se de uma investigação de abordagem quantitativa, exploratória e de corte transversal. Participaram na pesquisa 42 estudantes, dos quais 27 (64,3%) eram do género masculino e 15 (35,7%) do género feminino, com uma média de idade de 25,16 anos (DP±38). O estudante mais novo tinha 19 anos, enquanto o mais velho contava com 37 anos. Entre os participantes, 33 (78,6%) eram estudantes a tempo inteiro e 9 (21,4%) eram trabalhadores-estudantes. Estiveram representados dois níveis de habilitações académicas: Licenciatura com 36 estudantes (85,7%) e mestrado com 6 estudantes (14,3%). O estudo abrangeu ainda as seis escolas que compõem o Instituto Politécnico de Castelo Branco: a Escola Superior de Educação com 18 (42,9%) estudantes, a Escola Superior de Tecnologia com 14 (33,3%), a Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova com 7 (16,7%), a Escola Superior Agrária com 2 (4,8%), a Escola Superior de Saúde com 1 (2,4%) e a Escola Superior de Artes, que não teve participantes. Para a recolha de dados, foram utilizadas versões validadas em língua portuguesa para a mensuração das seguintes variáveis: Escala de Satisfação com a Vida (Neto, 1990, 1993), Escala dos Afetos Positivos e Negativos (Galinha & PaisRibeiro, 2005), Escala da regulação Comportamental no Exercício (Monteiro, Moutão & Cid, 2018), Escala das Necessidades Psicológicas Básicas no Exercício (Monteiro et al., 2016) e Dados sociais e demográficos. Os resultados revelaram que os estudantes do género masculino apresentaram valores ligeiramente superiores em relação à motivação controlada e à motivação, enquanto os estudantes do género feminino obtiveram valores mais elevados na motivação autónoma. Nas variáveis das Necessidades Psicológicas Básicas (autonomia, competência e relação social), não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas, embora os estudantes do género feminino tenham apresentado valores ligeiramente superiores em todas as dimensões. Em termos de Bem-Estar Subjetivo, na dimensão da Satisfação com a Vida, os estudantes do género masculino alcançaram valores mais elevados do que os do género feminino. Já nos Afetos Positivos, os estudantes do género feminino obtiveram valores superiores, e nos Afetos Negativos, ambos os géneros apresentaram valores equivalentes. As correlações demonstraram que existem correlações positivas e estatisticamente significativas entre a Satisfação com a Vida e todas as variáveis de Motivação, assim como nas Necessidades Psicológicas Básicas.