ESECB - Comunicações em encontros científicos e técnicos
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- A ação socioeducativa dos jesuítas e o Colégio de São Fiel (1863-1910): uma análise histórico-educativaPublication . Martins, Ernesto CandeiasA comunicação trata da pedagogia jesuítica ministrada no Colégio de S. Fiel (período de administração pelos jesuítas), instalado na freguesia do Louriçal do Campo, pertencente ao concelho de S. Vicente da Beira (extinto em 1895) e, depois ao de Castelo Branco, que sucedeu ao ´Orfanato/Seminário para Meninos Órfãos’ (1850-1862), criado por Frei Agostinho de Anunciação (José Bento Ribeiro Gaspar). Abordamos o ensino do ‘Colégio de S. Fiel, que vai desde 1863 até ao encerramento em 1910, destacando-se a data de 1873 de compra ‘oficial’ do edifício (escritura) a Frei Agostinho da Anunciação por parte de três jesuítas estrangeiros. Baseado numa metodologia hermenêutica, no contexto histórico-educativo da época, estabelecemos uma tríade de propósitos/objetivos: Análise evolutiva, em termos arquitetónicos, ao edifício e ao seu conjunto de espaços da instituição, que coincide com muita procura de alunos, a concessão de fundos/legados de benfeitores; Análise à cultura educativa do Colégio de S. Fiel, especialmente à sua estrutura de organização escolar, à metodologia de ensino e atividades (curriculares, extracurriculares) numa reconstrução da sua memória educativa. O colégio notabilizou-se na época como um dos mais reconhecidos estabelecimentos de ensino secundário de elite, a par do Colégio de Campolide (1854). Todo este processo de análise historiográfica leva-nos a compreender aquele estabelecimento dos jesuítas, no contexto da época, a sua regulamentação/governação e metodologia de ensino o que constitui um contributo para a História da Educação e/ou História das Instituições Educativas (particulares) em Portugal.
- A animação sociocultural como forma de intervenção na escola: factores para o sucesso escolarPublication . Martins, Ernesto CandeiasA palestra começa por referir os níveis teóricos da Animação Sociocultural (ASC). Em seguida o autor aborda a concetualização da animação sociocultural e/ou socioeducativa, que exigem a compreensão dos referentes paradigmáticos em que se inserem ao nível da prática. A ASC pretende a transformação dos indivíduos e da sociedade, através da socialização e, por isso tem um papel importante ao nível do processo educativo do aluno. Analisa-se a dimensão educativa da ASC, nos seguintes aspetos: âmbito da educação não-formal e educação geracional, destacando os novos espaços e novas identidades (cidadania ativa, participativa); a interação e interatividade no ato educativo (educar ao longo da vida); os projetos solidários, participativos e colaborativos ao nível escolar e comunitário; a estrutura de uma sociedade e um ambiente sustentável; a Nova democracia sociocultural (interações culturais e sociais) e os seus desafios. Por último destaca-se ao nível prático a integração da ASC na escola, pois facilita que os seus espaços sejam de desenvolvimento comunitário, dinamizando e recreando (pela atividades lúdicas e recreativas) o potencial cultural e patrimonial do território local e, simultaneamente, favorece a ação escolar e a inovação pedagógica.
- Contributos da assistente social Mª Leonor Sampaio C. Botelho (1915 1996) na expansão do serviço social no contexto Estado NovoPublication . Martins, Ernesto CandeiasAbordamos a assistente social Mª Leonor Sampaio Botelho (1915-1996), nascida no concelho de Castelo Branco e que foi uma das primeiras licenciadas do Instituto de Serviço Social (1939), tendo o seu percurso percorrido 3 momentos políticos distintos: período salazarista (atividade docente, deputada Assembleia Nacional de 1949-57, pertença organismos estatais); período marcelista trabalhando na área do serviço social; e no Pós 25 de Abril continuando o seu trabalho de assistente social em instituições e na educação e apoio às crianças com necessidades educativas especiais. O nosso propósito foi de trazer à luz, no âmbito da História da Assistência Social, esta figura beirã do ‘social’, analisando hermenêuticamente várias fontes documentais (escassas fontes primárias, mais secundárias), contextualizadas no tempo histórico. Todo o seu percurso de intervenção insere-se, numa época, em que o assistencialismo tinha uma vertente da doutrina do Estado e de índole católica e, simultaneamente, em que o acesso da mulher na sociedade era impedida pelas normas do regime e, por isso lutou pela dignificação profissional do ‘serviço social como ‘trabalho social’, pela proteção da mulher no trabalho e outras medidas assistenciais modernas e pelos apoios às famílias mais vulneráveis, pobres e em exclusão social. Tornou-se numa voz incómoda, no quadro do regime salazarista e por isso deixou de ser parlamentária, mas, naturalmente, nunca o pôs em causa, apesar de algumas desilusões em termos de política social no período salazarismo. Destacaremos, nesta análise historiográfica que, Leonor Botelho, tal como outras mulheres na época, pertenceu à elite feminina do Estado Novo (Obra das Mães pela Educação Nacional, à parte feminina do comissariado da Mocidade Portuguesa, União Noelista Portuguesa, etc.), sempre atenta aos problemas sociais, em especial das mulheres trabalhadoras, das famílias vulneráveis ou em exclusão social, tendo dado importância à profissão do serviço social, no sentido católico e à exigência de uma profissionalização adequada, que estava impregnada pelas ideias francófonas assistenciais. Contudo, as suas ideias sobre as ‘questões sociais’ do regime, quer como como parlamentária, quer como assistente social, contribuíram para a modernização do País na área serviço social, mas obviamente sempre no quadro do regime em vigor, que, naturalmente, nunca pôs em causa, apesar de algumas desilusões em termos de política social no período salazarismo.
- Faria de Vasconcelos e a educação/pedagogia contemporâneaPublication . Martins, Ernesto CandeiasFaria de Vasconcelos foi um pedagogista contemporâneo que se empapou pelos conhecimentos pedagógicos e manteve fixo o seu olhar no seu tempo histórico, para nele perceber não só as luzes dos ideais da Escola Nova, mas também o escuro da educação/pedagogia tradicional, que vigorava na época. Com esse olhar admitia que a escola deveria proporcionar os espaços e os meios educacionais adequados para desenvolver nos alunos as competências e a visão crítica, respeitando os seus interesses, as suas subjetividades, como também experimentando os saberes (pragmatismo ativo), pois o educar/ensinar constituía uma ação de procura e resolução de problemas, na procura de satisfazer as suas necessidades. Este exercício pedagógico permitia desenvolver a autonomia e a formação da cidadania, mas também levar o aluno rumo à alteridade e valores humanistas. Este pedagogista albicastrense advogava pelo estudo científico da criança e da sua infância, pelo desenvolvimento do seu processo educativo, onde a escola e os professores deveriam estar atentos à sua adaptação, ao ritmo de aprender (certezas e incertezas) e aos seus problemas escolares. Recorremos nesta palestra à obra escrita, ao pensamento psicopedagógico e humanista deste pedagogo, utilizando a metodologia da análise hermenêutica aos seus escritos, especialmente as Lições de Pedologia e Pedagogia Experimental’, aos ‘Problemas escolares’ e ‘As características de educação contemporânea’ (Revista Seara Nova, 1921) Com a pretensão de refletir e interpretar, à luz do pensamento de Faria de Vasconcelos e à luza da atualidade, abordaremos a conceção e enfoque da educação e da pedagogia contemporânea, no contexto da época e sob influência das ideias da Escola Nova. Esta análise terá um ponto prévio de enquadramento e, posteriormente dois pontos onde explanaremos a nossa análise reflexiva.
- G. Rouma e Faria de Vasconcelos nas ‘Missões Belgas’ (1909 a 1920): Dos ideais da Escola Nova à Reforma Educativa liberal bolivianaPublication . Martins, Ernesto CandeiasAbordamos a educação liberal boliviana (1899-1920) recorrendo a várias fontes (Achá, 1959; Bardina, 1917; Blanco Catacora, 1987; Finot, 1917; Kent, 1993; León, 2014; Martínez, 2010, Suárez, 1962), a periódicos (La Escuela Nueva, Estudios Bolívianos, Revista Pedagógica de la Escuela Normal de Sucre), a documentação e legislação boliviana (Anuários de Administração), às publicações de G. Rouma (1911, 1912, 1913, 1914, 1916 e 1920) e de Faria de Vasconcelos (1919), neste caso as ‘Obras Completas da Faria de Vasconcelos’ de J. F. Marques (1986, 2000, 2006, 2009) etc. Este marco teórico-conceptual permitiu-nos analisar hermenêuticamente a ação/intervenção de G. Rouma (1909-17) e de Faria de Vasconcelos na reforma educativa e formação e professores na Bolívia. A vida cultural e científica boliviana era escassa e, daí a propensão de aliciar emigrantes europeus e em especial as ‘Missões belgas’ de pedagogos. De facto, a situação dessa educação, as ideias e investigações (psico)pedagógicas, os estudos à criança boliviana por Rouma implicou a materialização dum modelo educativo ‘para a Bolívia e desde a Bolívia’ na base dos ideais da Escola Nova e novas pedagogias. A conceção básica da educação proposta por estes dois escolanovistas permitiu renovar e reestruturar o sistema educativo e criar e implementar as bases das escolas normais na formação de professores na Bolívia.
- A implicação dos espaços públicos e do ambiente físico social no envelhecimento (gerontologia ambiental)Publication . Martins, Ernesto CandeiasAbordaremos epistemologicamente norteados pela gerontologia ambiental e espaços públicos urbanos para idosos, a implicação ambientes físico-sociais envolventes no processo de envelhecimento (ativo, saudável) e a conexão com a qualidade de vida dos coletivos de pessoas adultas maiores, sabendo do atual aumento demográfico urbano, que é um desafio para políticas públicas municipais. Tendo por base um leque de literatura relacionada com tríade ‘ambiente/espaços-idoso-envelhecimento’ consideramos que o espaço público (urbano/rural) e as práticas de atividades (físico-sociais, culturais para socialização, lúdicas, recreativo-desportivas, caminhar ao ar livre, promoção intergeracionalidade, etc.) geram benefícios potenciais à saúde, favorecem a integração/participação social e atrasa aparecimento da dependência nos idosos. Sabe-se que os espaços públicos são a expressão física, social e simbólica de um bairro ou povoação/cidade ao estar associada a lugares da quotidianidade (rua, praça, parque, mercado, igreja, etc.), pois dito ambiente físico-social apresenta diferenças objetivas/subjetivas, oriundas das caraterísticas do meio envolvente construído e da sua perceção, que no fundo são a expressão da ocupação desigual e de vinculação da comunidade às pessoas. Daí as diferenças de uso e da ocupação do espaço público entre os idosos e as outras idades. A adaptação aos espaços é um mecanismo relacionado com capacidades funcionais do idoso, com fatores físico-sociais do ambiente envolvente (atributos/funções) e com os respetivos meios para os enfrentar e, por isso a necessidade desde do município dum planeamento gerontológico na perspetiva holística dos espaços urbanos e da paisagem (natural). Ora a gerontologia ambiental (modelo ecológico da competência e relação ‘espaço geográfico-idoso’), apesar de algumas críticas e dependente do determinismo ambiental, apresenta reflexões úteis de análise às relações positivas e comportamentos proativos do ‘idoso-meio ambiente’ e dos processos da sua adaptação a várias escalas espácio-temporais: região/cidade/povoação (macro); do bairro/ rua/praça (meso); do lugar residencial (micro); e, ainda dos novos ambientes inteligentes e virtuais (internet) determinantes no envelhecimento.
- Romper distâncias com os esquecidos dos territórios rurais: programas de intervenção integral : animação sociocultural e gerontológicaPublication . Martins, Ernesto CandeiasAtualmente produz-se uma mudança demográfica de maneira diferencial, segundo as zonas geográficas do país, que afeta os recursos económicos, as estruturas familiares, os movimentos da população, a distância e/ou proximidade ao núcleo urbano, falta de serviços sociais de atenção e apoio, etc. Tudo isto incrementou uma heterogeneidade na população dos territórios rurais provocando mudanças nas formas de relacionamento entre as pessoas dessas comunidades, configurando-lhes uma nova vida quotidiana, em que o partilhar com os outros implicou novas formas e estilos de vida, para um envelhecimento saudável. Assim, estes territórios afrontam desafios mais complexos, não só ao nível demográfico e do despovoamento, mas também no desenvolvimento socioeconómico, na escassez de estruturas de serviços de atenção, nas comunicações e no acesso a meios essenciais que preservem a identidade e a memória cultural e histórica. Os esquecidos dessa ruralidade merecem uma atenção especial em que a animação sociocultural, como metodologia de intervenção, poderá facilitar e promover essas pessoas, especialmente os idosos, promovendo-lhes um melhor bem-estar e qualidade de vida, desde que seja integrada em programas de intervenção integral ao nível da comunidade local. Abordaremos 4 pontos essenciais neste cenário: o envelhecimento em contexto de ruralidade (necessidades, desafios); os atores idosos na comunidade e a sua participação social – cidadania ativa; a animação sociocultural como êmbolo da intervenção em meio rural – Romper distâncias; os Programas integrais de intervenção nas zonas rurais.
- A voz e as representações dos professores primários aposentados: (Re)construção de histórias de vida (Antes e depois de 1974 no exercício docente)Publication . Martins, Ernesto CandeiasRelacionámos as memórias evocadas de relatos de vida de 7 professores primários aposentados, que narraram (relatos de vida) as suas representações como alunos da primária, da secundária e do Magistério Primário no Estado Novo e, posteriormente, como professor no exercício da sua profissão (identidade docente), no período antes e depois de 1974. Utilizámos uma metodologia qualitativa, norteado pelo enfoque biográfico-narrativo, na construção das histórias de vida desses professores, na base de uma hermenêutica fenomenológica (ser professor) e crítica à análise de conteúdo das suas narrativas. A técnica de recolha de dados foi a entrevista em profundidade e a observação participante (registos em notas de campo), submetendo o conteúdo das narrativas à categorização (categorias/subcategorias analíticas) e à interpretação no tempo e contexto socio-histórico. Os resultados demonstraram uma relação entre as histórias de vida e reminiscências relatadas em articulação com os processos identitários (biográfico e relacional), que permitiram a construção do percurso e identidade de ser professor primário, naquele tempo e contexto histórico. Conseguimos contribuir com este estudo para a História da Educação Social e História da Educação no período analisado.
