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  • Posição corporal como fator determinante na qualidade do sono em pacientes sob ventilação não invasiva na região do Médio Tejo
    Publication . Alfaiate, Daniel
    Introdução: A qualidade do sono é influenciada de forma multifatorial. A polissonografia é um estudo que envolve o registo de vários bio sinais e parâmetros associados, os quais permitem avaliar objetivamente a qualidade do sono. O sono lento profundo e o sono REM são fases do sono que desempenham um papel fundamental na homeostase, logo, serão um fator decisivo na avaliação da qualidade de sono. Estudos indicam que a síndrome de apneia e hipopneia obstrutiva do sono em decúbito dorsal correlaciona-se com alterações anatómicas que implicam exacerbação dos eventos respiratórios, os quais influenciam a eficácia da ventiloterapia. Objetivo: correlacionar a influência da posição corporal na qualidade de sono dos doentes sob ventilação não invasiva. Materiais e Métodos: O estudo desenvolvido classifica-se como retrospetivo, observacional, analítico, transversal, com tipo de amostragem não probabilístico por conveniência, realizado em 30 indivíduos provenientes de uma base de dados, do laboratório de Estudo do Sono do Hospital Rainha Santa Isabel de Torres Novas. Foram recolhidas variáveis socio demográficas (género e idade) e, ainda, variáveis tais como: indicação para o estudo, índice de massa corporal, percentil 90 da ventilação utilizada, interface, modo ventilatório, minutos em decúbito dorsal e em decúbito não dorsal, percentagem de sono lento profundo em decúbito dorsal e decúbito não dorsal referente a tempo total de sono, percentagem de sono REM em decúbito dorsal e decúbito não dorsal referente a tempo total de sono, índice de microdespertar em decúbito dorsal e decúbito não dorsal, eficiência do sono em decúbito dorsal e decúbito não dorsal, índice de apneia e hipopneia residual em decúbito dorsal e decúbito não dorsal. Estas variáveis recolhidas foram correlacionadas com recurso ao Statistical Product and Service Solutions 24.0. Resultados: Verificou-se aumento do sono lento profundo e do sono REM em decúbito não dorsal comparativamente ao decúbito dorsal (p-value de 0,002 e 0,010 respetivamente), registando-se ainda a diminuição dos índices de microdespertar e apneia e hipopneia residual em decúbito não dorsal comparativamente ao decúbito dorsal (p-value de 0,005 e 0,009 respetivamente). Conclusão: Mesmo tendo em conta a não unanimidade de todos os resultados estatísticos obtidos neste estudo, é possível afirmar que existe correlação estatística significativa entre a posição corporal e as variáveis: qualidade do sono e eficácia da ventiloterapia, sendo que o decúbito dorsal parece contribuir para o agravamento dos eventos respiratórios e fragmentação associada, prejudicando a qualidade do sono.
  • Impacto da posição corporal na ventilação mecânica não invasiva
    Publication . Cavaco, Mariana; Alfaiate, Daniel
    Este caso clínico realça a importância de que a ventilação mecânica não invasiva não é, por si só, suficiente para uma melhor compliance terapêutica, sendo possível atingir essa mesma compliance sem recorrer a pressões ventilatórias elevadas. A posição corporal pode ser fundamental no sucesso terapêutico da ventilação mecânica não invasiva, melhorando a adesão à terapia e, consequentemente, proporcionando uma melhoria na qualidade de sono.
  • O EEG Emergente nos Cuidados Intensivos
    Publication . Alfaiate, Daniel
    O eletroencefalograma de rápida aquisição constitui uma necessidade nas unidades de cuidados intensivos. A sua melhoria tecnológica trará ao paciente crítico maiores possibilidades de sobrevivência e diminuição de sequelas.
  • Impacto pandémico sobre o consumo de psicotrópicos e consequente influência no sono REM
    Publication . Alfaiate, Daniel; Rodrigues, Francisco; Coelho, Patricia
    Os fármacos psicotrópicos têm um impacto significativo sobre o sono REM. Destes, os antidepressivos sobressaem como os mais consumidos, durante a pandemia associada à COVID-19, e marcadamente associados à diminuição do tempo total de sono REM.
  • Qualidade do sono na infância e a sua repercussão na idade adulta
    Publication . Alfaiate, Daniel
    Qualidade do sono na infância e a sua repercussão na idade adulta
  • Impact of obstructive sleep apnea on hematocrit levels and erythrocytosis – a clinical study
    Publication . Guerra, Patrícia; Alfaiate, Daniel; Pinto, Nuno; Pereira, Telmo; Pereira, Alexandre
    Objective - Assess differences between hematocrit levels in a population with and without obstructive sleep apnea (OSA) and determine if these differences correlate with disease severity and/or with levels of hypoxemia. Material and methods - Data was collected from patients who underwent level I polysomnography (PSG) in the sleep laboratory at Hospital Rainha Santa Isabel, Torres Novas, Portugal, between January 2018 and December 2022. The patients' medical data was analyzed and sociodemographic (gender, body mass index (BMI) and age), polysomnographic (Apnea and Hypopnea Index (AHI), mean SpO2, minimum SpO2, Oxygen Desaturation Index (ODI), T90 and T85) and laboratory data (hematocrit (HCT), hemoglobin (HGB) and erythrocyte count) were collected. Statistical analysis included one-way ANOVA with Tukey’s HSD for pairwise comparisons, Pearson’s correlation for associations between polysomnographic and hematological parameters, and multivariate regression to identify independent factors. Results - HCT levels were found to be higher in the moderate OSA group, particularly compared to the no OSA group (42.34 ± 4.09% vs 40.28 ± 2.75%), with significant differences between groups (p = 0.032). Although HCT levels were shown to be higher in the OSA group, the mean values remained within normal range, so no patient manifested erythrocytosis. Conclusion - Our results suggest that moderate OSA is associated with increased HCT levels but does not seem to cause secondary erythrocytosis. Future research should further evaluate the hypoxic burden of OSA, as increased HCT may raise the risk of cardiovascular complications.
  • Class-specific and cumulative effects of psychotropic medication on sleep architecture: a polysomnographic retrospective study
    Publication . Alfaiate, Daniel; Silva, Patrícia; Guerra, Patrícia; Pinto, Nuno; Pereira, Alexandre
    Objective: This study aims to investigate the impact of psychotropic medication interactions on sleep architecture. With the growing use of psychotropics, including antidepressants, antipsychotics, and mood stabilizers, this research seeks to understand how these drugs and their cumulative burden may affect key sleep parameters. Material and methods: This retrospective study analyzed 60 non-psychotropic medication users, as well as 61 psychotropic medication users who underwent hospital polysomnography and met all inclusion criteria. Sociodemographic and polysomnographic data were obtained from a sleep laboratory database, between January 2018 and December 2021. Statistical analysis included normality assessment and appropriate parametric or nonparametric tests for group comparisons. Multivariable general linear models adjusted for age, sex, and BMI with HC3 robust errors evaluated associations. Cumulative psychotropic burden was analyzed as a continuous predictor. Results: Medicated individuals exhibited reduced sleep efficiency (p = .001), prolonged sleep onset and REM latency (p = .001), increased light sleep, and fewer sleep cycles. Multivariable analyses showed antidepressants markedly increased REM latency (p = .001) and periodic limb movements (p = .015), while anticonvulsants enhanced slow-wave sleep (p = .013) and antipsychotics reduced arousals (p = .004). A dose–response relationship was observed, with greater psychotropic burden independently associated with longer REM latency (p = .029) and reduced arousal index (p = .001). Conclusion: Psychotropic medications alter sleep architecture in recognizably class-specific ways, and these effects compound as the number of concurrent agents grows. Clinically, this argues for treating total psychotropic burden as a relevant variable in the interpretation of polysomnography, and underscores the need for prospective studies that account for dosage, serum levels, and cognitive outcomes.